Polícia da França prende 11 suspeitos de envolvimento em morte de ativista de extrema direita

Buquê de flores é colocado em local onde militante de extrema direita Quentin Deranque, 23, morreu em Lyon, na França — Foto: OLIVIER CHASSIGNOLE / AFP

Buquê de flores é colocado em local onde militante de extrema direita Quentin Deranque, 23, morreu em Lyon, na França — Foto: OLIVIER CHASSIGNOLE / AFP

Entre os detidos está pelo menos um assessor de Raphael Arnault, parlamentar do partido de extrema-esquerda França Insubmissa (LFI), que afirmou na terça-feira que o assessor havia “encerrado todas as atividades parlamentares”.

“Cabe agora à investigação determinar a responsabilidade”, disse Arnault à emissora X.

Outro assessor de Arnault também estava entre os detidos, segundo relatos da imprensa francesa. A promotoria não confirmou imediatamente a informação e Arnault não respondeu a um pedido de comentário enviado por e-mail.

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A promotoria da cidade abriu um inquérito por homicídio. Pouco depois do anúncio das prisões, na manhã desta quarta, a sede da LFI em Paris recebeu uma ameaça de bomba e precisou ser evacuada até que a polícia isolasse a área.

Espancamento

A direita local havia convocado um protesto no local contra a presença de Hassan.

Vídeos do confronto foram amplamente compartilhados nas redes sociais. Hassan e outros membros da LFI condenaram o assassinato.

Tanto a extrema esquerda quanto a extrema direita têm se aproveitado da frustração com o governo minoritário de centro, às vésperas das eleições locais do próximo mês e da eleição presidencial do ano que vem, que ocorrerão em um ambiente altamente polarizado.

Jordan Bardella, presidente do partido de extrema direita Reunião Nacional, pediu a renúncia de Arnault.

“A esquerda e a extrema esquerda cruzaram uma linha vermelha inaceitável em nossa democracia: o respeito pelas opiniões e pela integridade física de seus oponentes”, disse ele a repórteres na quarta-feira.

Em uma coletiva de imprensa separada, o coordenador nacional da LFI, Manuel Bompard, afirmou que seu partido não era de forma alguma responsável pela morte de Deranque e que agora se sentia ameaçado.