Rússia diz que situação em Cuba está se agravando e chama incidente envolvendo barco de ‘provocação dos EUA’

ARQUIVO: Embarcação das Tropas Guardafronteiras de Cuba — Foto: Governo de Cuba

ARQUIVO: Embarcação das Tropas Guardafronteiras de Cuba — Foto: Governo de Cuba

Militares de Cuba mataram quatro pessoas a bordo de uma lancha que entrou nas águas do país. Outras seis ficaram feridas. Segundo o governo cubano, o incidente ocorreu após as pessoas a bordo da lancha abrirem fogo contra os soldados cubanos após interceptação. A embarcação tem matrícula registrada na Flórida, nos EUA. O governo Trump abriu investigação independente para apurar o caso. Leia mais abaixo.

O incidente ocorreu em meio a uma escalada de tensões entre EUA e Cuba. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem pressionado a ilha após determinar um embargo ao envio de petróleo ao país. A medida agravou a crise energética no território.

“A situação em torno de Cuba, como podemos ver, está se agravando. (…) Os guardas de fronteira cubanos fizeram o que deveriam ter feito porque a lancha invadiu as águas do país. (…) O principal é o componente humanitário. Todas as questões humanitárias relacionadas aos cidadãos cubanos devem ser resolvidas, e ninguém deve criar obstáculos”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Já a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse à agência estatal russa Tass que o incidente foi “uma provocação agressiva dos EUA, com o objetivo de agravar a situação e desencadear um conflito”.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Incidente envolvendo militares cubanos e embarcação

Militares cubanos mataram quatro pessoas que estavam em uma lancha com matrícula da Flórida, nos Estados Unidos, após um confronto em águas territoriais de Cuba, informou nesta quarta-feira (25) o Ministério do Interior. Duas outras pessoas ficaram feridas e foram detidas.

O governo cubano informou ainda que os 10 ocupantes eram cubanos que residiam nos EUA.

Uma nota oficial divulgada após a detenção das duas pessoas afirma que os sobreviventes alegaram que pretendiam “realizar uma infiltração com fins terroristas”.

O ministério afirmou ainda que fuzis de assalto, pistolas, coquetéis Molotov e outros equipamentos de estilo militar foram encontrados na embarcação, e que os 10 atacantes eram todos cubanos residentes nos Estados Unidos.

Segundo o comunicado oficial do governo cubano, a embarcação foi detectada na manhã desta quarta-feira a cerca de 2 quilômetros da costa do município de Corralillo, no norte da ilha.

De acordo com o governo cubano, uma unidade das Tropas Guardafronteiras, com cinco militares a bordo, se aproximou para identificar a lancha. Nesse momento, ainda segundo a versão oficial, os ocupantes da embarcação abriram fogo contra os agentes cubanos.

O Ministério do Interior afirmou que, como consequência do confronto, quatro “agressores” foram mortos e seis ficaram feridos. Os sobreviventes foram socorridos e receberam atendimento médico. O comandante da embarcação cubana também ficou ferido.

Nesta quarta-feira, Cuba declarou que mantém a disposição de proteger as águas territoriais e afirmou que a defesa nacional é um pilar para garantir a soberania e a estabilidade na região.

As autoridades disseram que o caso segue sob investigação.

LEIA TAMBÉM

Mapa mostra região onde confronto aconteceu em Cuba — Foto: Lara Bernardino/Arte g1

Mapa mostra região onde confronto aconteceu em Cuba — Foto: Lara Bernardino/Arte g1