Trump ataca o Grammy e ameaça processar apresentador do prêmio por piada sobre Epstein

Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Grammy e ameaçou processar o apresentador da premiação, o comediante Trevor Noah, em um post na rede Truth Social nesta segunda-feira (2).

“A cerimônia do Grammy é a pior, praticamente impossível de assistir. O apresentador, Trevor Noah, seja lá quem for, é quase tão ruim quanto Jimmy Kimmel na cerimônia do Oscar, que tem baixa audiência. Noah disse, incorretamente sobre mim, que Donald Trump e Bill Clinton passaram um tempo na Ilha Epstein. Errado! Não posso falar por Bill, mas nunca estive na Ilha Epstein, nem perto disso, e até a declaração falsa e difamatória de hoje à noite, nunca fui acusado de estar lá, nem mesmo pela mídia de notícias falsas”, irritou-se o republicano.

“Esse é um Grammy que todo artista deseja quase tanto quanto Trump deseja a Groenlândia, o que faz sentido, já que a ilha de Epstein não existe mais, ele precisa de uma nova para ficar passando tempo com Bill Clinton”, disse o comediante.

O presidente Donald Trump — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente Donald Trump — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

No fim de seu post, Trump disse que vai “pedir uma grana preta” a ele na Justiça:

“Noah, um completo perdedor, é melhor se informar direito e rápido. Parece que vou mandar meus advogados processar esse pobre, patético, sem talento e idiota MC, e pedir uma grana preta para ele”.

Os arquivos caso Epstein

Segundo o vice-procurador-geral, Todd Blanche, a nova leva inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, que têm “grandes quantidades de pornografia comercial”.

O crime teria ocorrido em 1994, quando a vítima, que estava em Nova York para tentar a carreira de modelo, tinha 13 anos de idade. Segundo a denúncia, tudo ocorreu em uma das festas dadas por Epstein.

A acusação já havia se tornado pública em 2016 e foi subitamente retirada pela denunciante, identificada na época pelo pseudônimo Jane Doe. Trump nega as acusações.