Trump chama iranianos de ‘animais’ e nega que ataque a instalações de energia seja crime de guerra
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, comem chocolate durante evento de Páscoa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026. — Foto: Mark Schiefelbein/ AP
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, comem chocolate durante evento de Páscoa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026. — Foto: Mark Schiefelbein/ AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu nesta segunda-feira (6) aos iranianos como animais. Trump deu a declaração ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país
“Não, porque eles são animais”, disse Trump durante conversa com repórteres em um evento de Páscoa na Casa Branca. “Não estou preocupado sobre os alertas por alvejar infraestrutura civil (no Irã)”.
No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).
O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.
👉 Contexto: as normas do direito internacional que regem guerra proíbem países de atacar alvos civis em casos de conflitos e estabelecem que casos do tipo podem constituir um crime de guerra, a ser julgado por um tribunal internacional.
‘Tomaria o petróleo se pudesse’
Também nesta segunda, ele disse que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã.
“Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”, declarou o norte-americano à imprensa durante um evento de Páscoa na Casa Branca nesta segunda.
Na conversa, Trump confirmou ainda ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”. Mais cedo, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.
“Eles fizeram uma proposta, e é uma proposta significativa. É um passo significativo. Mas não é suficiente”, disse.
O norte-americano confirmou, ainda, que o novo “prazo final” para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz é nesta terça-feira (7), como havia indicado em postagem mais cedo. E disse que “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”.
Na conversa com jornalistas, Trump voltou a dar declarações ambíguas sobre a relação com o Irã. Primeiro, disse achar que o governo iraniano está negociando “de boa fé”. Logo depois, no entanto, afirmou estar “muito chateado” com o Irã e que, por isso, “vão pagar um grande preço por isso”.
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