‘Viking do Capitólio’ e Bolsonaro: quem é o extremista MAGA e por que Economist o comparou a ex-presidente do Brasil

Capa da revista The Economist compara Bolsonaro ao 'Viking do Capitólio' — Foto: Rprodução

Capa da revista The Economist compara Bolsonaro ao ‘Viking do Capitólio’ — Foto: Rprodução

O que aconteceu com o ‘Viking do Capitólio’?

Ao comemorar o perdão, escreveu nas redes: “Fui perdoado, bebê. Agora vou comprar umas armas”. A frase simbolizou como a anistia reforçou grupos de extrema direita, como os Proud Boys, e aumentou o temor de fortalecimento da violência política nos EUA. Chansley também se identifica com o movimento MAGA (“Make America Great Again”), lema criado por Donald Trump e que virou bandeira de um extremismo nacionalista nos EUA.

'Viking' do Capitólio comemora perdão presidencial de Trump a invasores do 6 de Janeiro em postagem na rede social X — Foto: Reprodução/Redes Sociais

‘Viking’ do Capitólio comemora perdão presidencial de Trump a invasores do 6 de Janeiro em postagem na rede social X — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ator e seguidor de teorias conspiratórias do grupo QAnon, Jake Angeli dizia que suas vestes lhe davam “forças do xamanismo”. Suas tatuagens, com símbolos nórdicos, reforçavam a imagem que fez dele uma figurinha carimbada em protestos pró-Trump. Durante a invasão ao capitólio, ele chegou a sentar-se na cadeira da presidência do Senado.

'Viking do Capitólio' comemora perdão de Trump a invasores do 6 de Janeiro e diz que 'vai comprar umas armas'

‘Viking do Capitólio’ comemora perdão de Trump a invasores do 6 de Janeiro e diz que ‘vai comprar umas armas’

Bolsonaro como ‘Trump dos trópicos’

Com a manchete intitulada “O que o Brasil pode ensinar para a América”, a reportagem da revista britânica The Economist ressalta que, prestes a ser julgado por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro encarna a figura do “Trump dos trópicos”.

Jair Bolsonaro na capa da revista britânica 'The Economist' — Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro na capa da revista britânica ‘The Economist’ — Foto: Reprodução

As ações da família Bolsonaro nos Estados Unidos também tiveram impacto direto nas comparações bilaterais: o governo Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, em medidas vistas como gesto de apoio ao ex-presidente.

Para a publicação, enquanto os EUA perdoam e soltam extremistas, o Brasil dá sinais de maturidade democrática ao levar seu ex-presidente ao banco dos réus.

A revista ainda chama o ex-presidente brasileiro de “polarizador” e diz que Bolsonaro e “seus aliados provavelmente serão considerados culpados” pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A “The Economist” ainda afirma que “o golpe fracassou por incompetência, e não por intenção”.

“Isso torna o Brasil um caso de teste para a recuperação de países de uma febre populista”, diz a reportagem, enumerando exemplos de outros países como os EUA, Reino Unido e Polônia.