Petróleo dispara mais de 7% após Irã anunciar fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçar incendiar navios

Irã: Estreito de Ormuz está fechado e qualquer navio que tentar passar será incendiado

Irã: Estreito de Ormuz está fechado e qualquer navio que tentar passar será incendiado

Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira (3), impulsionados pelo temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongue, pelo fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e pelos ataques a instalações do setor de energia.

Às 7h34, o barril do Brent do Mar do Norte para entrega em maio subia 6,70%, negociado a US$ 82,95. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), com vencimento em abril, avançava 7,30%, para US$ 76,43. Outro contrato da commodity registrava alta de 5,45%, a US$ 81,98 por barril.

O comunicado, feito em nome do comandante da Guarda Revolucionária, foi o alerta mais direto do país desde que informou às embarcações, no sábado (28), sobre o bloqueio da passagem. A decisão é uma retaliação à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

“O estreito de Ormuz está fechado. Se alguém tentar passar, os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular incendiarão esses navios”, afirmou Ebrahim Jabari, um dos principais assessores do comandante.

Apesar das declarações, segundo a TV americana Fox News, o Comando Central dos EUA garante que o estreito não está fechado.

Seu fechamento ameaça interromper um quinto do fluxo global do produto e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.

Produção de petróleo e gás

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

Um navio da marinha é visto navegando no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo e gás do mundo, em 1º de março de 2026. — Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã elevou o risco para o abastecimento global de petróleo e acendeu o alerta nos mercados.

A passagem, localizada entre Omã e o Irã, é responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo e é considerada vital para a economia global.

Com a escalada do conflito no Oriente Médio, países da região interromperam preventivamente a produção de petróleo e gás, o que provocou forte alta nos preços da energia.

No domingo, dia seguinte ao conflito, o petróleo disparou cerca de 13% e superou US$ 82 por barril, o maior nível desde janeiro de 2025.

Além do petróleo, o fornecimento de gás natural também foi afetado. O Catar suspendeu a produção após ataques a instalações, a Arábia Saudita fechou temporariamente sua maior refinaria, e campos de gás em Israel foram paralisados. No Irã, explosões atingiram áreas próximas ao principal terminal de exportação do país.