Dólar opera em queda, de olho em conflito no Oriente Médio; Ibovespa cai
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (1º), com recuo de 0,43% perto das 15h30, cotado a R$ 5,0205. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, caía 0,80% no mesmo horário, aos 172.395 pontos.
▶️ O conflito no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados financeiros nesta segunda-feira. Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, a equipe de negociação do Irã interrompeu as tratativas com os EUA após Israel anunciar novos ataques ao Líbano, condicionando um eventual acordo ao cessar-fogo na região.
Os temores arrefeceram no começo da tarde, após Donald Trump, garantir que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano. O presidente americano teria conversado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah.
- Com isso, a alta nos preços do petróleo no mercado internacional também arrefeceu. O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,08% perto das 15h30, cotado a US$ 94,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 5,04%, a US$ 91,76.
▶️ No Brasil, a decisão do governo dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como terroristas continua no radar. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em entrevista à rádio CBN que deve se reunir com autoridades americanas ainda nesta semana para tratar sobre o assunto. (leia mais abaixo)
▶️ A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que mede a percepção dos empresários sobre a situação da economia e as perspectivas para os próximos meses.
▶️ No exterior, investidores monitoram os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, que mostram o ritmo da atividade industrial do país e ajudam a indicar a força da economia americana.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,28%;
- Acumulado do mês: +1,83%;
- Acumulado do ano: -8,13%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -1,37%;
- Acumulado do mês: -7,22%;
- Acumulado do ano: +7,86%.
Vai e vem no Oriente Médio
As tensões no Oriente Médio voltaram a ficar no centro das atenções nesta segunda-feira, após o Irã interromper as negociações com os Estados Unidos, em meio a novos ataques de Israel no Líbano.
Segundo informações da agência de notícias iraniana Tasnim, os negociadores do país também colocaram um cessar-fogo no Líbano como condicionante para um acordo com os EUA.
Diante do impasse, o presidente americano, Donald Trump, disse que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã.
O republicano garantiu que um cessar-fogo está em vigor entre as partes no Líbano e que Netanyahu concordou em não mover tropas de Israel em direção a Beirute.
Com as tensões aparentemente controladas, a alta nos preços do petróleo arrefeceu durante a tarde, bem como a alta do dólar.
- O barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,08% perto das 15h30, cotado a US$ 94,84. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, subia 5,04%, a US$ 91,76.
Mercado eleva estimativa de inflação
O mercado financeiro voltou a aumentar sua previsão para a inflação no Brasil em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira, a expectativa subiu de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª semana seguida de alta.
A principal razão para essa piora é a alta do petróleo causada pela guerra no Oriente Médio.
Como o petróleo influencia o preço dos combustíveis, existe o risco de gasolina, diesel e outros produtos ficarem mais caros, pressionando a inflação.
Apesar disso, os economistas mantiveram a expectativa de queda dos juros nos próximos anos e aumentaram levemente a projeção de crescimento da economia em 2026.
Outras previsões do mercado:
- Produto Interno Bruto (PIB) em 2026: passou de 1,89% para 1,90%.
- Dólar no fim de 2026: caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16.
Mercados globais
Nos Estados Unidos, os três principais índices de Wall Street tinham alta, mesmo em meio às incertezas sobre as negociações do governo americano com o Irã.
Perto das 15h30, o Dow Jones registrava alta de 0,03%, enquanto o S&P 500 subia 0,44% e o Nasdaq tinha ganhos de 0,72%.
Já as bolsas europeias alcançaram as mínimas em uma semana, também de olho nas tensões no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,8%, aos 621,24.
Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,40%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,45% e o Financial Times, do Reino Unido, fechou com perdas de 0,68%.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta segunda-feira. Dados fracos da indústria chinesa aumentaram as preocupações com o ritmo de crescimento da segunda maior economia do mundo.
O índice de Xangai recuou 0,27%, para 4.057 pontos, e o CSI300 caiu 0,98%, para 4.844 pontos.
Já em outros mercados, o desempenho foi positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,86%, para 25.398 pontos; o Nikkei, do Japão, avançou 1,4%, para 67.231 pontos; e o Kospi, da Coreia do Sul, saltou 3,68%, para 8.788 pontos.
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Dólar — Foto: freepik
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