Candidato ultraconservador oferece recompensa de R$ 29 mil por provas de fraude eleitoral no Peru
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O candidato à Presidência do Peru Rafael López Aliaga durante campanha em Lima no dia 4 de abril de 2026 — Foto: Angela Ponce/Reuters
O candidato à Presidência do Peru Rafael López Aliaga durante campanha em Lima no dia 4 de abril de 2026 — Foto: Angela Ponce/Reuters
O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, ofereceu nesta quinta-feira (16), uma recompensa de 20 mil soles peruanos (cerca de R$ 29 mil) a funcionários eleitorais que apresentem informações “verdadeiras e comprováveis” sobre irregularidades nas eleições.
Ex-prefeito de Lima e admirador de Donald Trump, Lopéz disputa voto a voto uma vaga no segundo turno, previsto para junho. López Aliaga, que exige a “nulidade” da eleição, foi ultrapassado na quarta-feira pelo esquerdista Roberto Sánchez. A diferença entre os dois é pequena: 11,97% contra 11,91%, menos de 10 mil votos.
A candidata de direita Keiko Fujimori, filha do ex-presidente autocrata Alberto Fujimori (1990-2000), venceu o primeiro turno com 17% dos votos.
Em publicação na rede social X, López Aliaga afirmou que funcionários do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), do Júri Nacional de Eleições (JNE) ou de empresas ligadas ao processo eleitoral que apresentarem provas de “fraude ou sabotagem” receberão a recompensa. Ele também prometeu “confidencialidade absoluta”.
“O Peru precisa da verdade. Este é o momento de agir”, escreveu.
Problemas na votação e atraso na abertura das urnas
As eleições presidenciais de domingo, com um recorde de 35 candidatos, foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou a abertura da votação em vários centros eleitorais em Lima.
Durante o processo, policiais e promotores chegaram a intervir em instalações da Onpe. O chefe do órgão, Piero Corvetto, foi denunciado junto com outros três funcionários por supostos crimes contra o sufrágio.
Cerca de 50 mil eleitores ficaram sem votar e tiveram o prazo estendido até segunda-feira.
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Pressão por anulação da eleição
Em discurso a apoiadores, López Aliaga deu “24 horas” para que as autoridades eleitorais declarem a “nulidade absoluta” da eleição.
Uma missão de observadores da União Europeia afirmou, no entanto, que não encontrou “elementos objetivos” de fraude.
A maioria das atas ainda não contabilizadas foi contestada. O Júri Nacional de Eleições deve analisar cerca de 5.200 documentos, que reúnem centenas de milhares de votos.
“Pode levar algumas semanas para conhecer os resultados finais”, disse à rádio RPP Álvaro Henzler.


