Dólar sobe a R$ 5,07 com cenário eleitoral no Brasil e frustração com encontro Trump-Xi; Ibovespa recua

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar opera em alta na sessão desta sexta-feira (15), avançando 1,75% por volta das 14h, cotado a R$ 5,0733. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuava 0,86% aos 176.827 pontos.

▶️ A repercussão dos áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) continua influenciando o humor do mercado. Em meio às dúvidas sobre a capacidade da oposição de apresentar uma candidatura competitiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano, investidores tendem a adotar uma postura mais cautelosa.

  • 🔎 A avaliação é de que o episódio pode reduzir as chances de alternância no governo, afetando as expectativas para o ajuste nas contas públicas. Com isso, ontem, o Ibovespa caiu 1,8%, enquanto o dólar subiu mais de 2%, voltando ao patamar de R$ 5. Hoje, porém, o mercado se acomodou após a forte reação da véspera, com recuperação moderada.

▶️ No exterior, com o encerramento do encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, os investidores voltam a concentrar atenções nas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

▶️ Sem sinais de avanço nas negociações envolvendo o Irã e com o Estreito de Ormuz ainda fechado, os preços do petróleo avançam nesta manhã. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o barril do Brent subia mais de 2%, para US$ 108,28, após ter se aproximado de US$ 110 mais cedo.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +1,88%;
  • Acumulado do mês: +0,69%;
  • Acumulado do ano: -9,16%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -3,12%;
  • Acumulado do mês: -4,78%;
  • Acumulado do ano: +10,70%.

Flávio cobrou dinheiro de Vorcaro

O episódio ganhou repercussão porque, até então, o senador vinha negando envolvimento nas tratativas. Ao mesmo tempo, intensificou críticas públicas ao Banco Master e defendia a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o escândalo envolvendo a instituição.

Os investigadores buscam esclarecer se o dinheiro foi efetivamente destinado à produção audiovisual, se houve desvio de finalidade ou se parte dos recursos acabou sendo usada para financiar a permanência de Eduardo no exterior.

A repercussão do caso também afetou os mercados financeiros na quarta-feira. O dólar subiu 2,31% e encerrou o dia cotado a R$ 5,0085, enquanto o Ibovespa recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

  • ▶️ Investidores avaliam que a controvérsia pode desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro e reduzir suas chances na disputa presidencial. Essa percepção alterou as expectativas sobre uma eventual mudança de governo e seus possíveis impactos sobre as contas públicas, pressionando o câmbio e contribuindo para a queda da bolsa.

Petróleo sobe após encontro entre Trump e Xi

Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

  • 🔎 Por volta das 6h10 de Brasília, o barril do Brent avançava 2,96%, cotado a US$ 108,85, enquanto o WTI, referência nos EUA, subia 3,44%, para US$ 104,65.

Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e EUA.

Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto.

Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

Mercados globais

Em Nova York, os principais índices de Wall Street abriram no vermelho. O Dow Jones recuava 0,27%, aos 49.930,26 pontos. O S&P 500 caía 0,75%, aos 7.445,11 pontos, enquanto o Nasdaq, mais concentrado em empresas de tecnologia, tinha baixa de 1,3%, aos 26.288,92 pontos.

Na Europa, o movimento também era de perdas por volta das 11h (horário de Brasília). O índice pan-europeu STOXX 00 caía 1,60%, aos 605,98 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 recuava 1,9%, aos 10.176,93 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdia 1,64%, aos 7.949,91 pontos. Já em Frankfurt, o DAX caía 2,13%, aos 23.932,56 pontos.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão em baixa. Em Xangai, o índice Shanghai Composite caiu 1,02%, aos 4.135 pontos. O CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 1,12%, aos 4.859 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Sengperdeu 1,62%, aos 25.962 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 2%, aos 1.245 pontos.

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP