‘Holanda B’? Apenas um jogador de Curaçao, estreante da Copa, não nasceu no país europeu; entenda
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Seleção de Curaçao — Foto: Reprodução
Seleção de Curaçao — Foto: Reprodução
Essa estatística faz com que o país seja disparado o que mais tem jogadores nascidos fora de seu território nesta Copa.
Curiosamente, o “craque” do time é o único que nasceu em Curaçao: o atacante Tahith Chong, natural da capital Willemstad. Mesmo assim, tal qual seus outros 25 companheiros, Chong também teve sua formação no futebol europeu. Seria, então, a seleção de Curaçao uma “Holanda B”?
Essa realidade levou o meiocampista Livano Comenencia, outro dos craques do país, a garantir que o país pode ser uma surpresa desta Copa:
“Fomos formados jogando à maneira holandesa e temos muita qualidade e excelente técnica. Vamos surpreender muita gente”, afirmou em entrevista à Fifa.
Agora no g1
Holanda e Curaçao: ligadas pela História
A peculiaridade do elenco curaçauense pode ser explicada pela História. O país caribenho, que tem apenas 160 mil habitantes, foi colônia holandesa durante quase 400 anos, entre os séculos XVII e XXI, e até hoje integra o Reino dos Países Baixos —que inclui a Holanda e as ilhas de Aruba, Curaçao e São Martinho, todas no Caribe.
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Resort Mangrove Beach Corendon, em Curaçao — Foto: Reprodução
Resort Mangrove Beach Corendon, em Curaçao — Foto: Reprodução
Além disso, todas as pessoas que nascem em Curaçao ganham passaporte holandês. Mesmo assim, o fato de 25 dos jogadores curaçauenses terem nascido em diferentes cidades holandesas indica que um movimento migratório rumo ao ex-colonizador ocorre desde o fim do mercantilismo e da lógica de colônias.
O caminho de retorno desses jogadores rumo à seleção de Curaçao, no entanto, pode ter variado, porque no futebol há uma série de razões —além da ancestralidade— pelas quais um atleta pode escolher representar uma seleção que não a de seu país de nascimento:
- vínculo maior com outro país, por conta dos pais ou avós;
- vontade de jogar uma Copa do Mundo, visto que pela seleção holandesa, no caso, a competição é muito acirrada;
- jogo de cintura entre as federações de futebol, para captar esses jogadores com alguma ligação com o país e, assim, expandir seu potencial esportivo.
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Vista de Willemstad, em Curaçao — Foto: Karina Trevizan/G1
Vista de Willemstad, em Curaçao — Foto: Karina Trevizan/G1

