Alemanha quer bloquear extrema direita de acessar plano secreto de guerra da Otan, diz agência
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O chanceler alemão e líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, participa de entrevista coletiva em Berlim, um dia após as eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, nesta segunda-feira (7). — Foto: REUTERS/Axel Schmidt
O chanceler alemão e líder da União Democrata-Cristã (CDU), Friedrich Merz, participa de entrevista coletiva em Berlim, um dia após as eleições estaduais na Saxônia-Anhalt, nesta segunda-feira (7). — Foto: REUTERS/Axel Schmidt
Para isso, o Ministério da Defesa alemão considera retirar o acesso do gabinete do governador estadual da Saxônia-Anhalt do plano de contingência da Otan em caso de guerra, tratado como altamente sensível em meio à guerra da Ucrânia e às tensões com a Rússia.
O temor do governo de Friedrich Merz é que a AfD vaze o documento para Moscou. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse a autoridades alemãs nesta semana que quer garantir que um eventual governo estadual liderado pela AfD não tenha condições de repassar o plano da aliança militar, segundo uma fonte familiarizada com as discussões ouvida pela Bloomberg.
O documento, conhecido como OPLAN, tem cerca de mil páginas e traça um plano de defesa elaborado pelas autoridades alemãs e da Otan para situações de guerra ou crise, prevendo uma resposta coordenada entre autoridades federais e regionais.
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