Alckmin classifica como ‘injusta’ proposta de departamento dos EUA de taxar exportações do Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (2) que o governo brasileiro classifica como “injusta” a proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Ele também afirmou que o Brasil recebeu “com indignação” o resultado de uma investigação que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os americanos. Entre essas práticas citadas pelo departamento dos EUA, estão o PIX, o desmatamento ilegal, a pirataria e falhas na aplicação de leis anticorrupção. “O Brasil recebe com indignação e é injusta a proposta, entende que ela é injusta”, afirmou Alckmin. Alckmin deu as declarações após uma reunião com os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) em que as conclusões do USTR foram debatidas.
Agora no g1
O vice-presidente rebateu as…
Veja nota do governo brasileiro que rebate proposta dos EUA de aplicar novo tarifaço contra o Brasil
O governo brasileiro emitiu uma nota nesta terça-feira (2) em que rebate a proposta dos Estados Unidos de um novo tarifaço contra o Brasil.
O texto manifesta indignação com a conclusão de uma investigação preliminar que sugere práticas comerciais desleais por parte do país. A nota também cita articulações da família Bolsonaro contra interesses nacionais e lamenta que o trabalho de articulação entre o Executivo e o governo norte-americano tenham sido “sabotados” — mote usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um evento nesta terça, em Goiás. No comunicado, antecipado pelo blog do Valdo Cruz, o governo brasileiro classifica como injustificável as medidas; apresenta dados do superávit americano em bens e serviços; e, também, menciona que o Brasil “se reserva ao direito” de adotar medidas recíprocas (leia texto completo abaixo).
PIX é uma conquista do povo brasileiro, diz Alckmin ao comentar novo…
Ministro da Fazenda diz que família Bolsonaro fez ‘movimento’ contra o PIX e que governo vai proteger ferramenta
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que a família Bolsonaro fez um “movimento contrário ao PIX” e que a ferramenta de transferências financeiras em tempo real será protegida e resguardada. Durigan declarou que o mecanismo não está “em debate”, ou seja, que o governo brasileiro não se dispõe a negociar os termos do PIX. A ferramenta tem sido contestada pelos Estados Unidos, que acusam o Banco Central do Brasil de favorecer o sistema de pagamentos em desfavor de empresas americanas que atuam no setor. “Mais uma vez, a família Bolsonaro faz um movimento contrário ao PIX, e sobre a 301, e mais do que estar fora do debate, ele é símbolo da nossa soberania financeira, orgulho do país, do nosso povo. De fato, inovamos, geramos tecnologia cobiçada pelas regiões que querem um PIX. As pessoas usam com facilidade e interesses…
Inteligência artificial, jornalismo e o futuro incerto da esfera pública
Publisher do NYT, A.G. Sulzberger
Damon Winter/The New York Times via AP
A era da inteligência artificial anunciou sua chegada há menos de quatro anos, com o lançamento público do ChatGPT. Em poucos meses, o chatbot da OpenAI acumulou 100 milhões de usuários, tornando-se o produto de consumo de crescimento mais rápido da história. Hoje, ele é apenas um entre vários sistemas de IA cada vez mais poderosos, ao lado dos desenvolvidos por Anthropic, Google, Meta, Microsoft e X.
Há poucas dúvidas de que a inteligência artificial generativa representa a próxima grande revolução tecnológica — e ela traz consigo uma série vertiginosa de questões importantes. A IA vai impulsionar um salto de produtividade? Vai eliminar categorias inteiras de empregos? Vai desbloquear avanços médicos extraordinários? Ou facilitar ataques biológicos? É possível compreender plenamente as ações dos modelos e agentes de IA? É possível controlá-los?
Estou aqui hoje para…
BRB: governo do DF pede novo aval de distritais ao empréstimo bilionário para salvar o banco
Banco Master
Reprodução/TV Globo
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), enviou nesta terça-feira (2) à Câmara Legislativa um projeto de lei para ratificar o acordo com a União para destravar um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar o Banco de Brasília (BRB).
O banco, que tem o governo do DF como acionista majoritário, vive a maior crise de sua história após operações malsucedidas com o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. O BRB tenta, há meses, recompor seu patrimônio e conter a crise de confiança na instituição.
O projeto de lei prevê:
que seja ratificado na íntegra o acordo firmado entre DF e governo federal na última quinta-feira (28), após duas reuniões mediadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux;
que o DF seja autorizado a contratar bancos públicos ou privados, ou associações de bancos, como fiadores desse empréstimo;
que, em caso de inadimplência,…
As camisas mais icônicas de todas as Copas — e o que as tornam as melhores
Uniformes que carregam histórias. Peças que atravessam gerações. Mas o que faz uma camisa permanecer tão viva na memória do futebol?
BBC
Há quem diga que a vida pode ser contada em Copas do Mundo. Edições que chegam de quatro em quatro anos e acabam marcando fases inteiras da vida, da infância encantada à adolescência, e daí em diante. Ficam as lembranças das seleções favoritas, dos ídolos do futebol e das camisas icônicas que eles vestiam.
É dessas camisas que vamos falar aqui. Uniformes que carregam histórias. Peças que atravessam gerações. Mas o que faz uma camisa permanecer tão viva na memória do futebol?
Matthew Wolff ganhou projeção mundial com as camisas da Nigéria na Copa de 2018, que rapidamente viraram febre, e também com os uniformes da França campeã daquele Mundial.
O designer americano já assinou uniformes do time francês Paris Saint-Germain, de equipes da Major League Soccer e da National Women’s…
Trump nomeia aliado que recebeu apelido de ‘cão de guarda’ para dirigir a Inteligência Nacional
Foto de arquivo: o diretor da Agência Federal de Financiamento de Habitação (FHFA), Bill Pulte, fala com repórteres na Casa Branca, em 24 de julho de 2025, em Washington.
AP/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nomeou nesta terça-feira (2) Bill Pulte, chefe da Agência Federal de Financiamento Habitacional (FHFA) e aliado próximo, como diretor interino de Inteligência Nacional. “William tem vasta experiência na gestão das questões mais sensíveis dos Estados Unidos, como a segurança e a solidez dos mercados”, disse Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.
O presidente dos EUA acrescentou que seu escolhido também continuaria desempenhando suas funções relacionadas ao setor habitacional. Pulte lidera as gigantes de refinanciamento Fannie Mae e Freddie Mac.
Pulte foi nomeado diretor interino para substituir Tulsi Gabbard, que renunciou no final de maio, após sua nomeação em fevereiro de 2025 já ter gerado controvérsia. Os últimos 15 meses dela…
‘Obstáculos ao comércio e a investimentos’: Câmara Americana de Comércio para o Brasil cita aumento de custos após governo Trump ameaçar novas tarifas
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
EPA/Shutterstock via BBC
Se tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros forem implementadas pelos Estados Unidos, o Brasil pode enfrentar aumento de custos, redução de competitividade e obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais.
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Essa é a visão compartilhada pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) após a publicação das conclusões de uma longa investigação realizada pelo escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Em um documento publicado na segunda-feira (1), o governo americano disse que certas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA” e, por isso, tarifas retaliatórias de 25% devem ser instauradas contra produtos brasileiros.
Apesar de se tratar apenas de uma recomendação do USTR – as tarifas ainda serão discutidas ao longo das próximas semanas –, a Amcham afirma que são necessários esforços diplomáticos…
Rubio é ‘anti-América Latina’ e não gosta do Brasil, diz Lula sobre secretário de Trump
Marco Rubio participa de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA sobre a proposta orçamentária de Trump para o Departamento de Estado no ano fiscal de 2027, no Capitólio
REUTERS/Kylie Cooper
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (2), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. “Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina. Já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil. Ele não estava na reunião”, afirmou Lula, em referência ao encontro que teve com Trump no início de maio.
As críticas a Rubio foram feitas durante discurso em um evento em Catalão (GO). Na fala, Lula citou o relatório norte-americano que propõe sobretaxa de 25% a produtos brasileiros e culpou as reuniões de filhos de Bolsonaro com o governo Trump pelas novas sanções ao Brasil.
Os EUA concluíram na segunda-feira…
Rubio diz que a América é cheia de amigos e aliados dos EUA, mas deixa Brasil de fora
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (5)
REUTERS/Evan Vucci
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, defendeu nesta terça-feira (2) a política externa do governo dos EUA para o Hemisfério Ocidental — executada pelo Departamento de Estado. Como exemplo, Rubio citou uma onda de “coalizão de países amigos” no continente americano. Mas colocou o Brasil na lista de exceções de aliados. “É fantástico que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, em alguma extensão a Colômbia, temos uma região cheia de aliados e amigos dos Estados Unidos”, afirmou Rubio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Rubio nesta terça (2), ao comentar o relatório norte-americano que propõe sobretaxa de 25% a produtos brasileiros. “Faz pouco tempo que fui aos EUA, o tal do Marco Rubio é anti-América Latina….
