Balança comercial tem superávit de US$ 9,3 bilhões em outubro, alta de 39,4%
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A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês de outubro de 2026 — Foto: Sandro Menezes/governo do RN
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês de outubro de 2026 — Foto: Sandro Menezes/governo do RN
A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 9,318 bilhões no mês de outubro de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O resultado representa uma alta de 39,4% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo havia ficado em US$ 6,68 bilhões.
- 🔎O superávit comercial ocorre quando o valor total das exportações supera o das importações no período. Quando as compras no exterior superam as vendas, o resultado da balança é deficitário.
Segundo o governo, em outubro:
- as exportações somaram US$ 37,807 bilhões, um crescimento de 20,0% em relação a outubro de 2025;
- as importações totalizaram US$ 28,490 bilhões, com expansão de 14,8% na mesma comparação;
- a corrente de comércio, somando todas as movimentações, alcançou US$ 66,297 bilhões, registrando uma alta de 17,7%.
Agora no g1
Destaques dos produtos exportados pelo Brasil
Segundo Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, o crescimento das exportações foi concentrado em alguns produtos, principalmente combustíveis.
“No petróleo bruto tivemos um crescimento de US$ 195 milhões em outubro do ano passado para US$ 1,3 bilhão” neste ano, afirmou.
Segundo ele, mais da metade do aumento das vendas para os Estados Unidos veio desse produto. Brandão também citou os óleos combustíveis e a carne bovina entre os itens que contribuíram para o resultado.
- Óleos brutos de petróleo: registraram forte expansão de 122,6%, somando um acréscimo de US$ 4,70 bilhões nas vendas do mês;
- Óleos combustíveis de petróleo (exceto brutos): registraram salto de 164,5%, com avanço de US$ 1,12 bilhão;
- Centeio, aveia e outros cereais não moídos: apresentaram crescimento expressivo na agropecuária, com aumento de US$ 0,34 bilhão;
- Farelos de soja e alimentos para animais: subiram 39,1%, adicionando US$ 0,30 bilhão;
- Soja em grão: teve crescimento de 8,9%, somando US$ 0,26 bilhão a mais do que em outubro do ano anterior;
- Celulose: teve alta de 25,8%, agregando US$ 0,21 bilhão às exportações.
No recorte por setores econômicos nas exportações, a Indústria Extrativa liderou os ganhos com alta de 53,5% (totalizando US$ 11,52 bilhões), seguida pela Agropecuária (+12,8%) e pela Indústria de Transformação (+7,7%).
Desempenho nos principais mercados compradores
A relação comercial com os principais parceiros do Brasil apresentou movimentações relevantes em outubro:
- Estados Unidos: as exportações brasileiras para o mercado americano dispararam 87,0%, atingindo US$ 4,32 bilhões (aumento absoluto de US$ 2,01 bilhões), impulsionadas por petróleo e carne bovina. As importações vindas dos EUA subiram 28,6%, para US$ 5,10 bilhões.
- União Europeia: o bloco europeu registrou aumento de 32,0% nas exportações brasileiras, alcançando US$ 6,04 bilhões. As importações de produtos da União Europeia cresceram 8,0%, somando US$ 4,70 bilhões, levando a corrente de comércio com o bloco a US$ 10,74 bilhões (alta de 20,3%).
- China: as exportações para o mercado chinês recuaram 5,3% em outubro, totalizando US$ 8,59 bilhões (frente aos US$ 9,07 bilhões registrados em outubro de 2025). Em contrapartida, as importações brasileiras de produtos chineses subiram 17,1%, atingindo US$ 7,53 bilhões.
Apesar do avanço, Brandão ponderou que ainda não é possível afirmar que os efeitos do tarifaço imposto por Donald Trump tenham sido superados.
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Donald Trump anuncia tarifas em julho — Foto: AFP
Donald Trump anuncia tarifas em julho — Foto: AFP
Acumulado do ano
No acumulado dos dez primeiros meses de 2026, a balança comercial brasileira registra saldo positivo acumulado de US$ 71,04 bilhões, um avanço de 34,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
- Exportações acumuladas: US$ 321,884 bilhões, crescimento de 11,2%.
- Importações acumuladas: US$ 250,844 bilhões, alta de 6,1%.
- Corrente de comércio acumulada: US$ 572,728 bilhões, expansão de 8,9%.


