Bolívia aprova lei que permite presidente usar militares para controlar protestos
Bolívia entra na 4º semana de manifestações contrárias ao governo
O Congresso da Bolívia abriu, nesta terça-feira (26), caminho para que o presidente Rodrigo Paz declare estado de exceção, o que permitiria o uso das Forças Armadas e a restrição de liberdades para conter os protestos que exigem sua renúncia.
Com mais de dois terços dos votos, a Câmara dos Deputados eliminou uma norma que, desde 2020, limitava a capacidade do presidente de decretar estados de exceção. Como o dispositivo já havia sido derrubado pelo Senado, Paz fica agora com o caminho livre para adotar a medida.
“Fica sancionada a presente lei”, afirmou o presidente do Legislativo, Roberto Castro, após mais de cinco horas de debate em sessão virtual da qual participaram 117 dos 130 deputados. A secretaria da Câmara informou que a proposta foi aprovada com “mais de dois terços” dos votos.
Seis meses após assumir a Presidência, Rodrigo Paz enfrenta manifestações de diversos setores que cobram mudanças na condução política e econômica do governo.
Os grupos mais críticos, entre eles agricultores e organizações sociais ligadas ao ex-presidente Evo Morales, chegam a pedir a renúncia do presidente.
- O governo acusa Morales de incentivar os protestos, o que o ex-presidente nega.
- No domingo (24), Morales defendeu a convocação de novas eleições em até 90 dias e afirmou que a “pacificação” do país depende da saída de Paz.
- Morales também enfrenta problemas na Justiça. Ele foi declarado em desacato por não comparecer ao início de um julgamento em que é acusado de suposto tráfico de pessoas.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/E/o/yh1iADTw6y1akvJxzjWQ/afp-20260518-b39e9rd-v1-highres-boliviapoliticsprotest.jpg)
Manifestantes chutam bomba de gás lacrimogêneo lançada por policiais em meio a protestos em La Paz, na Bolívia — Foto: JORGE BERNAL / AFP
Manifestantes chutam bomba de gás lacrimogêneo lançada por policiais em meio a protestos em La Paz, na Bolívia — Foto: JORGE BERNAL / AFP




