BRB e gestora de fundos cancelam venda de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master

Prédio-sede do BRB em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Prédio-sede do BRB em Brasília — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A operação, se fosse concluída, podia transferir até R$ 15 bilhões – parte transferida à vista, parte convertida em cotas de um fundo que seria criado para administrar e monetizar os arquivos.

Em nota, o BRB informou que as tratativas “foram encerradas, de forma consensual, após o término do período de negociações previsto entre as partes”.

Relembre no vídeo abaixo o que previa essa negociação, agora anulada:

BRB anuncia acordo para vender R$ 15 em ativos do Master

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“A decisão pela descontinuidade das negociações resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo Banco para a operação”, seguiu o BRB.

“Diante desse cenário, o BRB optou por conduzir diretamente o processo de gestão e recolocação desses ativos no mercado, estratégia que reforça sua atuação prudente, seu compromisso com a geração de valor e a defesa dos interesses de seus acionistas, clientes e demais públicos de relacionamento”, emendou a instituição.

O BRB termina a nota desta sexta afirmando que segue “sólido, com adequada posição de liquidez e plena capacidade operacional para executar sua estratégia de negócios”.

“Clientes e mercado podem manter sua confiança na instituição, que permanece focada na sustentabilidade de longo prazo, na segurança de suas operações e na prestação de serviços com excelência”, finaliza o banco.

União e Governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB

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O BRB, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões, segundo dados do próprio banco.

O BRB estimou que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. O governo do DF disse que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.

  • O governo do DF é o acionista controlador do banco e utiliza o BRB para operar mais de 30 programas sociais, oferecer crédito habitacional e até para operar a folha de pagamento do funcionalismo distrital.
  • Por isso, cabe ao Executivo local garantir que o banco funcione dentro das regras do sistema financeiro do país – o que foi comprometido pelas supostas fraudes nas transações com o Master.

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