Chesley Sullenberger, piloto que pousou avião no rio Hudson, em Nova York, revela diagnóstico de Alzheimer

 O então presidente Joe Biden ao lado de C.B. “Sully” Sullenberger — Foto: Reprodução/Instragram/Captain Sully

O então presidente Joe Biden ao lado de C.B. “Sully” Sullenberger — Foto: Reprodução/Instragram/Captain Sully

Chesley “Sully” Sullenberger, o piloto americano que ficou famoso por ter pousado um avião no rio Hudson, em Nova York, sem os motores em 2009, anunciou nesta terça-feira (14) que recebeu o diagnóstico de Alzheimer.

O pouso ficou conhecido como “milagre do Hudson” por todos os ocupantes terem sobrevivido.

A aeronave, um Airbus A320 com 150 passageiros e 5 tripulantes, decolou em 15 de janeiro do aeroporto de LaGuardia, em Nova York, em direção a Seattle, com escala na cidade de Charlotte.

O comandante Sullenberger, conhecido como “Sully”, tinha 57 anos à época e tinha a seu lado o copiloto Jeffrey Skiles, de 49 anos.

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Pouco mais de dois minutos após a decolagem, no entanto, voo US Airways 1549 sofreu uma colisão com um bando de pássaros a 859 metros de altitude. Os dois motores aspiraram os animais e pararam, deixando o avião sem empuxo em plena fase de subida.

Sully enviou uma mensagem de emergência (“mayday”) à torre de controle e considerou voltar a LaGuardia, depois cogitou tentar chegar a Teterboro um aeroporto em Nova Jersey, mas também calculou não haver tempo hábil para chegar até a pista.

Foi então que ele avisou à torre: “Não vamos conseguir. Vamos para o [rio] Hudson”.

Sully apontou a aeronave para o rio e pousou, cinco minutos após a declagem, em plena água. O impacto se deu a 230 km/h, a um ângulo de 9 graus em relação ao horizonte.

Passageiros do voo US Airways 1549 aguardam resgate após pouso no rio Hudson feito pelo comandante Chesley Sullenberger em 15 de janeiro de 2009 — Foto: Greg L/Flickr/Creative Commons

Passageiros do voo US Airways 1549 aguardam resgate após pouso no rio Hudson feito pelo comandante Chesley Sullenberger em 15 de janeiro de 2009 — Foto: Greg L/Flickr/Creative Commons

O comandante foi o último a sair da aeronave em dieção à asa, onde os ocupantes aguardavam socorro. Sully ainda percorreu a cabine duas vezes para se certificar de que ninguém havia ficado para trás.

Uma mobilização da Guarda Costeira e de embarcações na região permitiram o resgate em minutos de todos a bordo. Muitos sofriam de hiportemia, já que a temperatura do ar, no inverno do hemisfério Norte, estava a – 7 ºC.

Sully foi considerado um herói após a façanha, que ganhou até a adaptação para um filme de Clint Eastwood. Tom Hanks interpretou o papel do protagonista.

O comandante se aposentou em 2010, após 30 anos voando. Ele seguiu a carreira de palestrante e consultor de aviação.