Comitê do Nobel mira quem promove a paz em uma ordem mundial em transformação, diz instituto
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Moeda concedida aos vencedores do prêmio Nobel da Paz — Foto: Patrick Semansky/AP
Moeda concedida aos vencedores do prêmio Nobel da Paz — Foto: Patrick Semansky/AP
O Comitê do Prêmio Nobel da Paz acompanha de perto a reconfiguração da ordem mundial, pautada atualmente pela turbulência e pela crescente incerteza, e as pessoas que promovem novas formas de cooperação alinhadas aos objetivos do prêmio, disse o secretário da premiação.
Kristian Berg Harpviken, secretário-geral do Comitê Nobel Norueguês, composto por cinco integrantes, prepara os dossiês e participa das deliberações, mas não vota. O anúncio deste ano será feito na sexta-feira (9) e tem 287 concorrentes que, como de costume, não tiveram seus nomes divulgados.
Falando em termos gerais sobre o trabalho do comitê em uma entrevista na segunda-feira (5), Harpviken disse que o órgão acompanha atentamente as mudanças na ordem internacional.
Questionado sobre a possibilidade de o comitê, em algum momento, escolher um laureado preocupado com a forma que essa nova ordem mundial deveria assumir, Harpviken confirmou.
“É claro que pessoas que sejam capazes, durante o período de transição que estamos vivendo agora, de começar a estabelecer novas instituições, novas iniciativas e novas formas de trabalhar que estejam em harmonia com os objetivos definidos por Alfred Nobel em seu testamento se enquadrariam [nesses critérios]. (…) Porque, em última análise, esse é, naturalmente, o parâmetro pelo qual o comitê trabalha. Isso seria obviamente algo que o comitê procuraria”, afirmou Harpviken.
Agora no g1
Ainda segundo as mudanças na ordem internacional, Harpviken afirmou que “algumas das tendências que estamos observando internacionalmente ameaçam muitos dos valores que o Prêmio Nobel da Paz defendeu ao longo de sua história.”
Mesmo assim, fato de o mundo estar passando por um período de turbulência não significa que faltem candidatos ou que o Prêmio da Paz esteja perdendo sua relevância, disse Harpviken. “Não estou preocupado com o prêmio, mas estou preocupado com o rumo que o mundo está tomando”, completou.
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Papa Leão XIV durante visita à França em 28 de setembro de 2026 — Foto: Benoit Tessier/AFP
Papa Leão XIV durante visita à França em 28 de setembro de 2026 — Foto: Benoit Tessier/AFP
Segundo especialistas no Nobel da Paz, entre os favoritos para a premiação deste ano estão:
- O papa Leão XIV;
- O Tribunal Penal Internacional (TPI);
- A Corte Internacional de Justiça (CIJ);
- Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Territórios Palestinos Ocupados.
Também são possíveis candidatas as Emergency Response Rooms, uma rede sudanesa de grupos comunitários que fornece ajuda durante a guerra civil, ou a organização não governamental Save the Children, por ajudar crianças em meio ao conflito.
Entre os candidatos menos cotados está a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), como exemplo do que os países podem alcançar mesmo quando estão em conflito entre si. Estados Unidos, Rússia e Europa trabalham juntos na ISS.


