Criptomoedas, ações e imóveis: de onde vieram os mais de US$ 1 bilhão declarados por Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 — Foto: Jim WATSON / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz sua dancinha característica após discursar sobre impostos e previdência social em The Villages, Flórida, em 1º de maio de 2026 — Foto: Jim WATSON / AFP

As informações foram publicadas inicialmente pelos jornais “The New York Times” e “Financial Times”, com base em um documento divulgado na última terça-feira (30) pelo Escritório de Ética Governamental dos EUA.

Veja as principais fontes de receita declaradas por Trump:

Agora no g1

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Criptomoedas

Segundo o relatório, Trump informou ter recebido mais de US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões) em 10 transações da World Liberty Financial, empresa de criptomoedas fundada por ele e seus filhos.

Mais US$ 196 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) vieram de uma “contribuição de capital de novos membros da Stablecoin Holdco LLC”, da qual Trump detém uma participação de 38,25%, segundo o “Financial Times”.

Segundo análise da Reuters, os ativos digitais passaram a representar a principal fonte de renda declarada por Trump e foram beneficiados por políticas adotadas durante seu governo.

Ações e fundos de investimento

O relatório também mostra que a carteira de investimentos de Trump reúne ações, fundos de investimento, ETFs e títulos de dívida pública e privada.

  • 🔎 Um título de dívida privada funciona como um empréstimo. Em vez de pegar dinheiro com um banco, a empresa capta recursos de investidores e se compromete a devolver o valor no futuro, com juros.
  • 🔎 Os ETFs funcionam como uma “cesta” de investimentos. Em vez de comprar ações de dezenas de empresas separadamente, o investidor adquire um ETF que replica o desempenho desse conjunto de papéis.

Além disso, o “Financial Times” destacou que o relatório registra diversas negociações de ações realizadas em nome de Trump em momentos considerados “sensíveis” pelo mercado.

A maior compra de ações da Nvidia, por exemplo, ocorreu em 18 de agosto, uma semana após Trump afirmar que a fabricante poderia vender chips para a China caso destinasse parte da receita ao governo americano.

A maior compra de ações da Intel ocorreu no mesmo dia e antecedeu em uma semana o anúncio da Casa Branca sobre a aquisição de uma participação de 10% na fabricante de chips.

De acordo com o jornal britânico, foram registradas mais de 21 mil negociações em 2025 por meio de oito contas de investimento vinculadas a Trump.

Empreendimentos imobiliários

Trump também declarou mais de US$ 50 milhões (R$ 259,8 milhões) em taxas de licenciamento relacionadas a projetos imobiliários no exterior, em países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Romênia, Filipinas, Omã, Índia e Vietnã.

Ainda segundo o “Financial Times”, um empreendimento da Trump Organization na Escócia, que reúne um campo de golfe e um hotel, gerou cerca de 24 milhões de libras em receita, o equivalente a US$ 31,8 milhões (R$ 165,2 milhões).

Veja outras receitas de empreendimentos:

  • Resort Mar-a-Lago: US$ 77,5 milhões (R$ 402,6 milhões);
  • campo de golf em Bedminster: US$ 37,6 milhões (R$ 195,3 milhões);
  • campo de golfe em Jupiter, na Flórida: US$ 31,6 milhões (R$ 164,2 milhões);
  • campo de golfe na Virgínia: US$ 24,9 milhões (R$ 129,4 milhões).

Mais de R$ 1 milhão em presentes

O “Financial Times” também identificou mais de US$ 350 mil (R$ 1,8 milhão) em presentes e reembolsos de viagens recebidos pelo presidente.

Veja alguns dos presentes recebidos pelo presidente americano:

  • 10 ingressos para o Super Bowl, com um valor combinado de US$ 50 mil (R$ 259,8 mil);
  • 15 ingressos para as 500 Milhas de Daytona, no valor de US$ 7.500 (R$ 38,9 mil);
  • 30 ingressos para lutas de MMA no valor combinado de US$ 6.750 (R$ 35,1 mil);
  • Escultura avaliada em US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).