Dois estrangeiros são presos no Irã por importar tecnologia Starlink para acessar internet, diz agência
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Foto de 14 de abril de 2026 mostra escombros de prédio residencial atacado em 4 de março em Teerã, capital do Irã — Foto: Vahid Salemi/AP
Foto de 14 de abril de 2026 mostra escombros de prédio residencial atacado em 4 de março em Teerã, capital do Irã — Foto: Vahid Salemi/AP
Quatro pessoas foram presas no noroeste do Irã, informou neste domingo (19) a agência de notícias Tasnim. O grupo foi acusado de integrar uma “rede de espionagem ligada aos Estados Unidos e a Israel”.
Dois dos detidos são estrangeiros (as nacionalidades não foram divulgadas) e teriam importado para o país equipamentos de internet via satélite, como o Starlink (da SpaceX, de Elon Musk).
A importação e o uso de Starlink são considerados crimes graves no Irã, especialmente durante o bloqueio quase total da internet imposto pelo governo desde o início da guerra com Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026. O país vive atualmente mais de sete semanas de blackout de internet.
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Entenda bloqueio de Internet
Desde o início do conflito, o Irã impôs um dos mais longos e severos blackouts de internet da história recente, afetando a grande maioria dos 92 milhões de habitantes. O objetivo é limitar a circulação de informações, vídeos de protestos, coordenação de opositores e comunicação com o exterior. Órgãos de monitoramento como NetBlocks classificam o corte como um dos mais graves já registrados.
Com o colapso da rede convencional, muitos iranianos recorreram ao Starlink para contornar a censura. A empresa chegou a zerar tarifas para usuários no Irã em alguns momentos. No entanto, o equipamento é ilegal no país, e as autoridades o tratam como ferramenta de “espionagem inimiga”. A inteligência iraniana afirma ter confiscado centenas de terminais Starlink em operações nacionais.


