Dólar cai a R$ 5,14, com foco no exterior e expectativa por ata do Copom; Ibovespa sobe

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em queda nesta segunda-feira (22), com recuo de 0,46%, cotado a R$ 5,1413. Na mínima do dia, a moeda chegou a R$ 5,1234. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão em alta de 1,31%, aos 170.365 pontos.

▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano. O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã.

  • Apesar das tensões, representantes dos EUA e do Irã avançaram nas negociações realizadas na Suíça, o que ajudou a conter os preços do petróleo. No fechamento, o barril do Brent, referência internacional, recuou 3,31%, a US$ 77,90. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA caiu 2,31%, para US$ 74,82.

▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder.

▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores. O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado.

▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA. Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,46%;
  • Acumulado do mês: +1,96%;
  • Acumulado do ano: -6,33%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +1,21%;
  • Acumulado do mês: –1,97%;
  • Acumulado do ano: +5,73%.

Negociações entre EUA e Irã avançam

Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos.

Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo. Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação.

Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi “concluída com sucesso” na Suíça:

“As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas”.

“Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias”, afirmou JD Vance.

  • Os estragos da guerra

A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países.

Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco.

Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização. O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação.

Veja na reportagem abaixo:

Mercados globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street terminaram sem direção única nesta segunda-feira, em meio ao otimismo dos investidores em relação às negociações no Oriente Médio.

No fechamento, o Dow Jones avançou 0,29%, aos 51.727,06 pontos. Já o S&P 500 recuou 0,34%, para 7.475,17 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 1,28%, aos 26.178,26 pontos.

Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em alta nesta segunda-feira (22), conforme investidores avaliavam as negociações no Oriente Médio e seguiam atentos à renúncia de Keir Starmer como premiê do Reino Unido.

O pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,6%. Já entre os principais índices, o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,72%, enquanto o DAX, da Alemanha, teve avanço de 0,62% e o Ibex 35, da Espanha, ganhou 1,01%. O CAC-40, da França, foi na contramão e fechou em queda de 0,25%.

Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados.

O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, subiu 2,4% na sessão e atingiu o nível mais alto desde dezembro de 2021. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,8%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,7%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,6%.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels

Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels