Dólar opera em queda, com foco em recuo do petróleo e reunião entre Trump e Xi Jinping; Ibovespa sobe
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (21), com um recuo de 0,59% perto das 11h, cotado a R$ 5,1136. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha alta de 0,16% no mesmo horário, aos 185.522 pontos.
Com uma agenda econômica recheada nesta semana, investidores aguardam novos dados econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, com destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país. O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para quinta-feira, também fica no radar.
▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo fica no centro das atenções. No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país.
- Com isso, os preços do petróleo operam em queda. Perto das 11h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 3,07%, cotado a US$ 100,68. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 3,84%, a US$ 96,45 o barril.
▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global. Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas.
▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: +0,37%;
- Acumulado do mês: -0,69%;
- Acumulado do ano: -6,28%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: -1,06%;
- Acumulado do mês: +4,40%;
- Acumulado do ano: +14,96%.
Queda nos preços do petróleo
As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.
No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se “explodiria o Irã inteiro ou não”. A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio.
Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.
No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio.
A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones. A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity.
Encontro Trump-Xi
Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor.
Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices acionários americanos operavam em alta, impulsionados por ganhos nos papéis relacionados à inteligência artificial.
Perto das 11h, o Dow Jones tinha alta de 0,28%, enquanto o S&P 500 subia 0,65% e o Nasdaq Composite ganhava 1,22%.
O dia também era majoritariamente positivo na Europa, conforme investidores aguardavam por novos dados econômicos e repercutiam as quedas nos preços do petróleo. No mesmo horário, o DAX, da Alemanha, subia 0,94%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,72% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha ganhos de 0,70%.
Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%.
Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
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Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1
Notas de 1 dólar — Foto: Rafael Holanda/g1



