Dólar oscila com foco na guerra entre EUA e Irã e possível acordo de paz; Ibovespa avança
Quaest mede intenções de voto nos 2 turnos da corrida presidencial
O dólar abre nesta quarta-feira (15) com investidores atentos aos desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, diante da possibilidade de novas negociações de um acordo de paz.
Na abertura, o dólar subia 0,15%, a R$ 5,0009, mas perdeu força ao longo da manhã. Por volta das 10h45, passou a cair 0,02%, a R$ 4,9924. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avança 0,12%, a 198.904 pontos.
▶️ Altos funcionários dos Emirados Árabes Unidos e do Irã realizaram uma teleconferência nesta quarta-feira para discutir a redução das tensões do conflito, informou a mídia estatal árabe. Foi o primeiro contato de alto nível desde a deterioração das relações causada pela guerra entre EUA e Irã.
▶️ O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não pretende estender o cessar-fogo com o Irã, mas que a guerra está “perto do fim”. Ele também disse à ABC News que o conflito “pode terminar de diversas formas, mas um acordo é preferível, porque assim o país pode se reconstruir”.
▶️ Enquanto isso, o bloqueio militar dos EUA no Estreito de Ormuz continua. Dados de monitoramento mostram vários navios dando meia-volta, mas, segundo agências iranianas, petroleiros do país conseguiram atravessar o estreito. O Irã ameaçou interromper o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA a embarcações iranianas persista.
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
- Acumulado da semana: -0,36%;
- Acumulado do mês: -3,58%;
- Acumulado do ano: -9,02%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +0,73%;
- Acumulado do mês: +6,03%;
- Acumulado do ano: +23,37%.
Guerra no Oriente Médio
Os desdobramentos mais recentes da guerra entre Irã e Estados Unidos mostram um cenário de tensão ainda elevada, mas com sinais mistos entre confronto e tentativa de negociação.
Um dos episódios mais simbólicos ocorreu no Estreito de Ormuz, onde um petroleiro iraniano, listado em sanções dos EUA, conseguiu atravessar a região e chegar às águas iranianas sem interferência, mesmo com o bloqueio naval imposto por Washington.
Segundo a agência iraniana Fars, o navio — com capacidade para transportar até 2 milhões de barris de petróleo — manteve seu sistema de rastreamento ligado durante todo o trajeto.
Ao mesmo tempo, o discurso político iraniano tenta sinalizar abertura ao diálogo. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país não busca guerra, mas sim negociações, e declarou que qualquer tentativa de imposição ou rendição por parte dos EUA está “condenada ao fracasso”.
A fala ocorre em meio à expectativa de uma possível retomada das conversas de paz, que podem ser mediadas pelo Paquistão ainda nesta semana.
Apesar disso, o avanço diplomático segue incerto:
- O governo iraniano afirma que ainda não há data definida para uma nova rodada de negociações e que não houve acordo sobre temas centrais, como a liberação de ativos congelados do país.
- Do lado americano, autoridades indicam que também não houve compromisso formal para estender o cessar-fogo, embora as conversas continuem em andamento.
- A chegada de uma delegação do Paquistão ao Irã, prevista para esta quarta-feira, pode representar mais um passo nas negociações indiretas entre Teerã e Washington.
A expectativa é que o grupo leve novas mensagens dos EUA, em uma tentativa de manter o diálogo aberto mesmo diante de um cenário ainda marcado por incertezas e episódios de tensão no campo militar e econômico.
Eleições 2026
A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados em um eventual segundo turno de 2026, com 42% a 40%, respectivamente — a primeira vez que Flávio aparece numericamente à frente.
O levantamento também indica queda gradual da vantagem de Lula ao longo dos meses. Em outros cenários testados, o petista lidera contra demais adversários.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O levantamento também indica piora na percepção da economia: 50% afirmam que ela ficou pior no último ano, 72% dizem que os preços dos alimentos subiram e 71% relatam perda de poder de compra.
Além disso, 70% defendem que o governo amplie programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola.
Mercados globais
As bolsas da Ásia tiveram um dia mais calmo nesta quarta-feira, com investidores divididos entre sinais positivos e negativos no possível acordo de paz na guerra entre Estados Unidos e Irã
Por outro lado, dados fracos das exportações da China seguraram o entusiasmo.
No fechamento, os principais índices variaram pouco: em Xangai, a bolsa ficou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, enquanto o CSI300 caiu 0,34%.
Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,29%. Já em outros mercados da região, o tom foi mais positivo, como em Tóquio, onde o Nikkei avançou 0,44%, e em Seul, com alta de 2,07%.
O clima mais otimista veio após a recuperação de Wall Street, o que também ajudou a manter o preço do petróleo abaixo de US$ 100 por barril. Ainda assim, a desaceleração das exportações chinesas segue como um ponto de atenção para os investidores.
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Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Dado Ruvic/ Reuters

