Dólar sobe, de olho nos preços do petróleo e pesquisas eleitorais no Brasil; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar opera em alta nesta terça-feira (13), volta do feriado de Nossa Senhora Aparecida. Perto das 14h20, a moeda subia 0,53%, cotada R$ 5,0108. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,93% no mesmo horário, aos 207.117 pontos.

Na última sexta-feira, o índice bateu um novo recorde de fechamento, aos 209.067 pontos (+1,38%).

▶️ O cenário eleitoral continua na mira dos investidores. Após um novo levantamento do Datafolha indicar que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, enquanto Lula (PT) tem 45%, o mercado aguarda duas novas pesquisas com projeções para o 2º turno nesta semana. Veja quando saem.

▶️ Na agenda econômica, o FMI hoje cortou projeções para o crescimento da economia brasileira neste ano. O fundo ainda manteve a perspectiva de desaceleração da atividade econômica em 2027, atribuindo o movimento ao efeito dos juros elevados, à redução do estímulo fiscal e às incertezas globais.

▶️ Dados de inflação e atividade no Brasil, na China e nos Estados Unidos também ficam no radar nesta semana, assim como o início da temporada de balanços corporativos no exterior.

▶️ A queda nos preços do petróleo também está no radar. Após o presidente Donald Trump descartar novos ataques ao Irã na semana passada, a Ucrânia suspendeu, nesta segunda-feira, os ataques às refinarias de petróleo e energia russas por dois dias.

  • Com o noticiário, os preços da commodity operavam mistos. Perto das 14h20, o barril do Brent, referência internacional, caía 0,63%, cotado a US$ 105,98. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,59%, a US$ 94,29 o barril.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -4,43%;
  • Acumulado do mês: -3,67%;
  • Acumulado do ano: -9,19%.

📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +8,82%
  • Acumulado do mês: +12,20%;
  • Acumulado do ano: +29,75%.

Flávio na vantagem

A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). O Datafolha diz que a distância de quatro pontos entre eles configura um empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com maior probabilidade de Flávio Bolsonaro estar à frente.

Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, e Lula, 48%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo.

A pesquisa também indicou que 49% dos eleitores desaprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, enquanto 48% aprovam.

A pesquisa anterior, divulgada há uma semana, mostrava cenário idêntico: 49% desaprovavam e 48% aprovavam o governo.

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.

Bolsas globais

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários inverteram o sinal e passaram a cair nesta terça-feira, conforme investidores repercutiam novos resultados corporativos locais.

Perto das 14h20, o Dow Jones caía 0,36%, enquanto o S&P 500 recuava 0,09% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 0,22%.

Na Europa, a maioria das bolsas fechou em queda, também de olho em ações de tecnologia e balanços corporativos. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,1%, aos 635,01 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha e o CAC-40, da França, caíram 0,07%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 0,06%.

Na Ásia, os principais índices acionários continuam vem suscetíveis ao humor dos mercados com ações relacionadas à inteligência artificial.

O SSEC, índice de Xangai, subiu 0,1%, enquanto o CSI300, índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,3%. Entre os demais índices da região, o Nikkei, do Japão, recuou 1,82% e o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, teve perdas de 5,46%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 — Foto: Reprodução/TV Globo

Dólar atinge a segunda maior cotação da história: R$ 5,86 — Foto: Reprodução/TV Globo