Dólar tem leve alta após pesquisa eleitoral e dados de emprego dos EUA
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu em leve alta nesta sexta-feira (4), cotado a R$ 5,1107 por volta das 9h03, com avanço de 0,12%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.
Com poucos indicadores econômicos no Brasil e às vésperas do feriado de 7 de Setembro, as atenções dos investidores se voltam para os dados de emprego dos Estados Unidos.
▶️ Nesta manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA divulgou o relatório de empregos de agosto, o chamado Payroll. O documento traz informações como o número de vagas, taxa de desemprego e salários, indicadores importantes para as decisões sobre os juros no país.
▶️ No Brasil, o IBGE divulga uma nova pesquisa sobre o trabalho por aplicativos e plataformas digitais. Às 15h, o governo apresenta a balança comercial de agosto, que deve mostrar os primeiros impactos do tarifaço dos EUA sobre as exportações e importações brasileiras.
▶️O Congresso aprovou ontem o fim da “taxa das blusinhas”, imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto agora segue para sanção presidencial. O g1 preparou uma calculadora para mostrar quanto sua compra fica com e sem a taxa. (confira mais abaixo)
▶️ O mercado também repercute a nova pesquisa Datafolha para a eleição presidencial. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou dois cenários de primeiro turno, um deles com Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por decisão da Justiça Eleitoral.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -1,76%;
- Acumulado do mês: -1,45%;
- Acumulado do ano: -7%.
📈Ibovespa
- Acumulado da semana: +5,42%;
- Acumulado do mês: +4,38%;
- Acumulado do ano: +14,93%.
Mais dados da economia americana
Dados divulgados hoje pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho mostram que a economia dos EUA criou 162 mil vagas de trabalho em agosto, bem acima da expectativa do mercado, de 56 mil.
A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, mostrando que o mercado de trabalho segue aquecido.
- 🔎 Os números aumentam a possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) elevar os juros ainda neste mês para conter a inflação. Antes da divulgação do relatório, parte dos investidores acreditava que os juros poderiam ser mantidos.
A decisão do Fed é acompanhada de perto pois influencia os mercados globais, incluindo o dólar, a bolsa e o fluxo de investimentos para países como o Brasil.
Fim da “taxa das blusinhas”
O Senado aprovou ontem a medida provisória que acaba com a chamada “taxa das blusinhas”, imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Como a Câmara também aprovou o texto, a proposta segue agora para sanção do presidente da República.
Além de extinguir o imposto, a medida determina que o governo acompanhe os efeitos da mudança sobre a economia.
- 🔎 O Ministério da Fazenda fará avaliações periódicas para medir o impacto da isenção sobre empregos, arrecadação e a competitividade de setores como têxtil, calçados, brinquedos, cosméticos e comércio varejista.
- 🏭 Com base nesses resultados, o governo poderá estudar medidas para reduzir eventuais prejuízos à indústria nacional.
Pesquisa eleitoral
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (3) mostrou que Lula (PT) lidera a disputa pela Presidência com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33%.
A diferença entre os dois é de cinco pontos percentuais, a menor registrada desde maio.
Na sequência aparecem:
- Augusto Cury (Avante), com 8%;
- Ronaldo Caiado (PSD), com 4%;
- Renan Santos (Missão), com 3%;
- Romeu Zema (Novo), com 2%.
O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. (Veja aqui mais números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos)
Bolsas globais
As bolsas europeias operam em leve queda nesta sexta-feira (4), com os investidores à espera do relatório de emprego dos EUA (payroll), que pode influenciar os próximos passos dos juros no país e impactar os mercados globais.
Por volta das 9h40 (de Brasília), o índice Stoxx 600 recuava 0,2%. O DAX, da Alemanha, caía 0,1%; o FTSE 100, de Londres, perdia 0,2%; e o CAC 40, da França, também recuava 0,2%.
Em Wall Steet, os investidores também aguardam a divulgação do payroll de agosto. O relatório é acompanhado de perto pois pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros.
Na véspera, declarações do diretor do Fed Christopher Waller reduziram as preocupações com uma política de juros mais rígida, ajudando a aliviar parte da pressão sobre os mercados. Ainda assim, o foco permanece nos dados de emprego, que devem definir o humor dos investidores ao longo do dia.
As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto. Na China, os principais índices fecharam em queda, pressionados pela perda de força das ações ligadas à inteligência artificial e pela alta dos rendimentos dos títulos do governo dos EUA, que reduziu o apetite dos investidores por investimentos de risco.
O índice de Xangai caiu 0,3%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, recuou 0,1%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,7%. Na semana, o CSI300 acumulou perda de 1,3%, enquanto o Hang Seng avançou 0,3%.
Em outros mercados da região, o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,3%; o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,6%; o Taiex, de Taiwan, ganhou 1,5%; o Straits Times, de Singapura, teve alta de 0,9%; e o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,2%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
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Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Dólar — Foto: Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo


