Eleições legislativas da Rússia são alvo de ataque hacker
Rússia realiza eleições marcadas pela guerra
As eleições legislativas da Rússia foram alvo de uma invasão hacker, informou a mídia estatal do país neste sábado (19).
Segundo o chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, o sistema de votação online de Moscou, a capital russa, foi alvo de um forte ataque durante a noite, mas a situação foi controlada.
Ainda de acordo com o representante do governo, os ataques continuam, mas todos estão sendo repelidos com sucesso.
Em comunicado, o Ministério Digital da Rússia disse que também houve uma tentativa de sabotar as linhas de comunicação no extremo leste do país para interromper a realização das eleições.
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Ucraniana vota em eleições parlamentares russas próxima a soldado russo armado com fuzil na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 18 de setembro de 2026. — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko
Ucraniana vota em eleições parlamentares russas próxima a soldado russo armado com fuzil na Donetsk ocupada, na Ucrânia, em 18 de setembro de 2026. — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko
O primeiro dia de votação começou com o lançamento de 350 drones ucranianos contra a região de Moscou, anunciou o prefeito da capital russa, mas a maioria foi interceptada e destruída.
Saiba mais sobre as eleições
A eleição vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, e durará até domingo (20), às 15h no horário de Brasília —21h no fuso local. Os resultados devem começar a sair logo depois.
As eleições servirão para o Kremlin medir o nível de apoio popular a uma guerra cujas consequências foram sentidas com mais força do que nunca neste ano.
Putin governa o país desde a véspera do Ano Novo de 1999 e seu partido, Rússia Unida, domina a política do país desde o início dos anos 2000.
Poucos na Rússia duvidam da vitória do partido de Putin, que votou eletronicamente nesta sexta-feira, segundo imagens da televisão pública do país.
O partido Yabloko, que pede o fim da guerra, foi excluído da disputa pouco antes da votação. Um de seus principais dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.
Em um breve discurso exibido na televisão na noite de quarta-feira, Putin conclamou os cidadãos a votar para mostrar às tropas que “por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas” e para dar uma “resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia“.
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