Enfermeira é acusada de ajudar imigrante a fugir após ser preso pelo ICE nos EUA

Em foto de 7 de fevereiro, agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) conduzem um imigrante ilegal preso em Los Angeles — Foto: Charles Reed/U.S. Immigration and Customs Enforcement via AP

Em foto de 7 de fevereiro, agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) conduzem um imigrante ilegal preso em Los Angeles — Foto: Charles Reed/U.S. Immigration and Customs Enforcement via AP

Uma enfermeira foi acusada de ajudar um imigrante mexicano a fugir da custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) dentro do hospital onde trabalhava. O caso aconteceu em maio, em Michigan, e os documentos judiciais foram divulgados nesta terça-feira (29).

Chloe Renae Freeman, de 33 anos, foi acusada no fim de agosto de ajudar “deliberadamente” o homem a escapar da custódia federal no Trinity Health Ann Arbor Hospital. Segundo uma denúncia criminal apresentada pelo FBI, ele estava sujeito a deportação.

O homem tinha se machucado ao tentar fugir de agentes do ICE em 28 de maio. Ele foi levado ao hospital onde a enfermeira trabalhava para uma avaliação médica e passou por uma tomografia computadorizada.

Depois do exame, Chloe retirou o imigrante da sala, de acordo com a denúncia. Imagens das câmeras de segurança mostram o homem deixando o hospital pelas portas da área de ambulâncias menos de três minutos depois.

Ele não foi localizado desde então.

Segundo o agente especial do FBI Michael Wagner, Chloe admitiu, em uma entrevista em 18 de junho, que permitiu que o homem deixasse o hospital.

Ela disse sabia que ele era um detido do ICE, mas afirmou que não acreditava que o homem estivesse sob custódia naquele momento porque os agentes não estavam fisicamente com ele na sala de tomografia.

Na entrevista, Chloe também afirmou que não concordava com a separação de pessoas de suas famílias feita pelo ICE e que sabia que “iria libertá-lo”, segundo Wagner.

A enfermeira afirmou ainda que acreditava que o homem poderia ter morrido por causa dos ferimentos.

A Trinity Health informou que Chloe não trabalha mais no hospital.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Chloe não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA e um advogado de Freeman não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

A enfermeira deveria comparecer ao tribunal federal em Detroit nesta terça-feira, segundo o jornal Detroit News. O advogado dela, Matthew Borgula, disse ao jornal que ela pretende se declarar inocente.

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