EUA consideram suspender Espanha da Otan e rever soberania britânica nas Malvinas, diz agência
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante um evento sobre a acessibilidade dos custos da saúde, no qual anunciou um acordo com a empresa farmacêutica Regeneron para reduzir os preços dos medicamentos, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 23 de abril de 2026 — Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fala durante um evento sobre a acessibilidade dos custos da saúde, no qual anunciou um acordo com a empresa farmacêutica Regeneron para reduzir os preços dos medicamentos, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, em 23 de abril de 2026 — Foto: Brendan SMIALOWSKI / AFP
As possíveis medidas foram reveladas à Reuters por uma autoridade do governo norte-americano e estão circulando internamente no Pentágono em uma troca de e-mails. As mensagens trazem opções avaliadas pelo governo Trump para punir aliados da Otan que, na avaliação de Washington, falharam em apoiar aos EUA na guerra contra o Irã.
Membro mais poderoso da Otan e por vezes visto como “líder” da coalizão, os EUA pediram ajuda dos demais países da aliança (que inclui o Canadá e europeus) para ajudar na guerra no Oriente Médio.
Os aliados, no entanto, se negaram a desempenhar um papel ativo no conflito, alegando que não desejavam ser arrastados para os confrontos contra Teerã.
Ainda não se sabe como os EUA poderiam buscar a suspensão da Espanha da Otan, nem se isso seria possível. O tratado fundador da aliança militar não prevê qualquer mecanismo para suspensão de membros, confirmou uma fonte da Otan à Reuters.
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Ilhas Malvinas
Já sobre as ilhas Malvinas (ou Falkland), os EUA consideram formalmente que o arquipélago pertence ao Reino Unido, apesar de estar localizado na costa da Argentina. A reversão dessa posição pelos EUA seria excepcional entre os aliados históricos.
Em resposta, o governo britânico reiterou nesta sexta-feira sua soberania sobre as Malvinas. (Leia mais abaixo)
O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta sexta que os EUA “merecem aliados que sejam leais” e voltou a criticar os europeus pela falta de ajuda no conflito contra o Irã.
“Não estamos contando com a Europa, mas eles precisam mais do Estreito de Ormuz do que a gente. (…) Eles precisam parar de falar tanto e fazer reuniões chiques, e começar a agir mais”, afirmou Hegseth.
Europeus saem em defesa da Espanha
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Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha — Foto: Yves Herman/Reuters
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha — Foto: Yves Herman/Reuters
Diversos europeus saíram em defesa da Espanha nesta sexta. O governo da Alemanha afirmou que questionar a participação espanhola na Otan está fora de questão.
A primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni, afirmou que a Otan precisa continuar unida para ser forte.
Questionado sobre a informação da Reuters, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, afirmou que não especulará em cima de e-mails internos e que vai considerar apenas documentos ou declarações oficiais vindas do governo dos EUA.
Reino Unido reitera soberania sobre ilhas Malvinas
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Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer — Foto: Reuters
Trump ao lado do premiê britânico Keir Starmer — Foto: Reuters
Um porta-voz do gabinete do premiê britânico Keir Starmer afirmou que o Reino Unido é soberano sobre as ilhas Malvinas.
“Não poderíamos ser mais claros sobre a posição do Reino Unido em relação às Ilhas Malvinas. Ela é de longa data e não mudou. A soberania pertence ao Reino Unido e o direito à autodeterminação das ilhas é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, afirmou o porta-voz a jornalistas.
O representante de Starmer disse ainda que o Reino Unido expressou essa posição “de forma clara e consistente a sucessivos governos dos EUA”.
Questionado se Starmer via isso como uma tentativa dos EUA de pressioná-lo a entrar na guerra contra o Irã, seu porta-voz disse: “Ele já falou sobre isso e também afirmou que essa pressão não o afeta, e que sempre agirá no interesse nacional — e isso continuará sendo o caso.”
Contexto: Reino Unido e Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, após uma tentativa fracassada da Argentina de tomá-las. Cerca de 650 militares argentinos e 255 britânicos morreram antes da rendição argentina.




