EUA utilizaram ‘praticamente todo’ o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra do Irã, diz agência
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Z/L/R6gBMBSSmkzAnBstyAKw/design-sem-nome-48-.jpg)
Lançamento de Míssil de Ataque de Precisão (PrSM) dos Estados Unidos. Foto de abril de 2025. — Foto: Divulgação/Exército dos EUA
Lançamento de Míssil de Ataque de Precisão (PrSM) dos Estados Unidos. Foto de abril de 2025. — Foto: Divulgação/Exército dos EUA
O Exército dos Estados Unidos utilizou “praticamente todo” o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra contra o Irã, revelou nesta terça-feira (4) a agência de notícias Reuters.
Os mísseis envolvidos na escassez são principalmente armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS) e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), segundo três pessoas com conhecimento dos dados militares dos EUA ouvidas pela Reuters.
Os EUA usaram “praticamente todos” esses armamentos, afirmaram duas das autoridades à Reuters. As fontes não informaram, no entanto, quantas unidades de cada tipo ainda restam. O dado levanta preocupações sobre a prontidão militar dos EUA para futuros conflitos.
Esta é a primeira vez que um baixo estoque desses mísseis ofensivos é constatado desde o início da guerra contra o Irã, que entrou no sexto mês em agosto e atualmente está sem perspectivas de ser finalizada. No entanto, em julho, uma escassez de baterias de defesa aérea Patriot já haviam sido reportadas pela imprensa dos EUA.
Agora no g1
Essas munições de longo alcance são parte importante do arsenal militar norte-americano, porque permitem ataques precisos a partir de uma distância segura.
Analistas afirmam que essas armas —que custam mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhão) cada e demoram para serem construídas— também seriam importantes em um eventual conflito futuro com a China.
O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou em fevereiro a guerra contra o Irã, em conjunto com Israel, prevendo que o conflito seria breve. No entanto, a preocupação de que estoques de mísseis reduzidos possa limitar a capacidade dos EUA de dissuadir seus adversários globais, incluindo Rússia e China, aumenta à medida em que a guerra no Oriente Médio se prolonga.
Embora o Comando Central do Exército dos EUA —responsável pelo Oriente Médio— tenha praticamente esgotado seus mísseis terrestres, os estoques militares em outras partes do mundo foram reabastecidas, disse à Reuters uma outra fonte militar.
LEIA TAMBÉM:


