Exercícios militares EUA-Coreia do Sul começam após Trump ordenar ‘drástica redução’; Seul diz esperar negociações com Coreia do Norte
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/U/i/qNYK8aRoeMAEfPzjTkAg/design-sem-nome-67-.jpg)
Soldados norte-americanos e da sul-coreanos atuam em exercício militar terrestre na Coreia do Sul em julho de 2026. — Foto: Marcus Henson/Exército dos Estados Unidos
Soldados norte-americanos e da sul-coreanos atuam em exercício militar terrestre na Coreia do Sul em julho de 2026. — Foto: Marcus Henson/Exército dos Estados Unidos
O governo sul-coreano afirmou nesta segunda esperar que a boa relação de Trump com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, possa levar a negociações significantes para reduzir as tensões na península coreana.
O Estado-Maior Conjunto do Exército sul-coreano confirmou à agência de notícias Reuters que os exercícios militares Ulchi Freedom Shield (UFS) começaram nesta segunda e estão previstos para terminar em 27 de agosto. O UFS é um dos dois grandes exercícios militares EUA-Coreia do Sul que ocorrem anualmente, sendo um em cada semestre.
Segundo autoridades militares sul-coreanas os exercícios incluirão treinamentos para combater drones, interferências no GPS e ataques cibernéticos, em resposta à evolução das capacidades da Coreia do Norte.
Agora no g1
Cerca de 18 mil soldados sul-coreanos participarão dos exercícios militares, número semelhante ao de anos anteriores, afirmou o capitão Jang Doyoung, comandante do Estado-Maior Conjunto sul-coreano. Ainda não se sabia quantos militares norte-americanos participarão das manobras até a última atualização desta reportagem.
Já uma autoridade dos EUA afirmou à Reuters que as manobras se concentrarão na defesa da Coreia do Sul e nas ameaças à península coreana, destacando que soldados norte-coreanos enviados para lutar na guerra contra a Ucrânia voltaram com aprendizados do conflito. A autoridade destacou as mudanças na natureza da guerra, incluindo o uso crescente de sistemas não tripulados, guerra eletrônica e operações cibernéticas.
Seul diz estar analisando anúncio de Trump e fala em novas negociações
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/X/u/qmfxMpSGe7EBrlgUUbdg/design-sem-nome-68-.jpg)
Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. — Foto: Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA
Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. — Foto: Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA
Aa presidência da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que está analisando os comentários do presidente dos norte-americano sobre os exercícios militares (leia mais abaixo) e acrescentou esperar que uma relação favorável entre Washington e Pyongyang possa levar a negociações significantes.
Em comunicado, a presidência sul-coreana afirmou que continuará as consultas diplomáticas sobre a cooperação militar entre EUA e Coreia do Sul relacionada ao Estreito de Ormuz, enquanto discute com o governo Trump os detalhes dos exercícios militares conjuntos.
O diretor do Stimson Center, um think tank norte-americano sobre questões geopolíticas mundiais, Jenny Town, afirmou à Reuters que a redução dos exercícios militares por Trump gera confusão para ambas as Coreias por não ter um objetivo claro, porém dá uma mostra das tensões atuais entre EUA e Coreia do Sul atualmente.
Trump ordena redução dos exercícios e fala em ‘boa relação’ com Kim Jong-un
No domingo, Trump chamou os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul de eram “caros, totalmente inadequados e hostis à Coreia do Norte” e ordenou que sua magnitude fosse “drasticamente reduzida”.
Trump reduz tempo de manobras militares com a Coreia do Sul
O líder norte-americano também indicou que reduziu as manobras por ter uma “excelente relação” com Kim Jong-un.
“Com base na minha excelente relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de que os Estados Unidos tenham concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. Esses exercícios não são apenas caros, com grande parte dos custos sendo paga pelos EUA (como de costume!), mas também enviam um sinal totalmente inadequado e hostil a um país que, desde que Donald J. Trump é presidente, não tem representado uma ameaça e tem demonstrado respeito. Portanto, e com base no fato de que já é tarde demais para cancelá-los, instruí o secretário da Guerra, Pete Hegseth, a reduzir substancialmente os exercícios militares conjuntos”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
Trump também aproveitou para criticar o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, por ter negado um pedido dos EUA de buscar a “desnuclearização do Irã”.
Desde que retornou à Casa Branca em 2025, Trump vem buscando restabelecer a relação com a Coreia do Norte que tinha em seu primeiro mandato, entre 2016 e 2020, esperando que leve a novas negociações para a desmobilização do arsenal nuclear norte-coreano.
