Governo brasileiro altera regras de exportação de carnes para União Europeia e tenta evitar embargo

Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni

Governo brasileiro cria protocolo com novas regras pra exportação de carne bovina para Uni

O Ministério da Agricultura alterou regras para exportação de carne e derivados para atender às exigências da União Europeia em relação ao uso de antimicrobianos, segundo a agência de notícias Reuters. A medida busca evitar a suspensão dos embarques para o bloco a partir de 3 de setembro.

➡️ Antimicrobianos são substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento.

Nas novas normas, os frigoríficos autorizados a exportar para o bloco devem implementar controles auditáveis ​​que comprovem a conformidade com as regras europeias, segundo uma circular do ministério datada de 1º de julho obtida pela Reuters.

Os controles devem garantir a rastreabilidade de materiais e animais, bem como manter evidências da elegibilidade dos lotes destinados à UE.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) não quis comentar a medida, enquanto a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

Brasil deixado de fora

A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura.

As exportações de carne de aves somaram US$ 800 milhões em 2025, e as de carne bovina ultrapassaram US$ 1 bilhão.

O Brasil corre o risco de perder o acesso para exportar carne bovina, carne de aves, ovos, produtos da aquicultura, mel e tripas.

A adesão é voluntária, mas será necessária para quem pretende continuar exportando carne ao mercado europeu.

➡️ O processo prevê a contratação de uma certificadora credenciada, assinatura de termo de adesão, elaboração de planos sanitário e nutricional, além da comprovação de controle sobre o uso dos medicamentos proibidos.

Após análise documental e vistoria na propriedade, a certificadora poderá emitir o certificado em até sete dias.

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