Mali entra na mira de Trump: veja quais países os EUA já atacaram desde 2025

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da Otan, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025. — Foto: Reuters/Yves Herman

Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante uma coletiva de imprensa na cúpula da Otan, em Haia, Países Baixos, em 25 de junho de 2025. — Foto: Reuters/Yves Herman

O governo Trump avalia realizar uma ação militar no Mali contra o grupo extremista Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), ligado à Al-Qaeda, revelou na quarta-feira (22) o jornal norte-americano “The Washington Post”.

Segundo o “Washington Post”, o JNIM é o grupo extremista mais bem armado da região do Sahel e realizou ataques coordenados nos últimos meses em diferentes partes do país e chegou a atuar nas ruas da capital, Bamako. Um ataque dos EUA contra o grupo ainda não é unanimidade dentro do governo Trump. Leia mais aqui.

Caso essa ação militar se concretize, Mali seria o 8º país a ser atacado pelos Estados Unidos no segundo mandato presidencial de Donald Trump, que começou em janeiro de 2025.

Veja abaixo quais países Trump já atacou e por que:

EUA atacam porto no Iêmen em ação contra Houthis

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A investida foi uma retaliação contra o grupo por ataques realizados contra navios comerciais no Mar Vermelho, uma prática adotada em apoio ao grupo terrorista palestino Hamas, que à época travava uma guerra contra Israel na Faixa de Gaza.

EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea

EUA renovam ataques ao Irã e ameaçam bombardear instalação nuclear subterrânea

Os EUA e o Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro deste ano, após uma bateria de bombardeios conjuntos entre EUA e Israel ter matado a alta cúpula do governo iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei.

O conflito teve uma série de fases e escaladas ao longo dos meses, incluindo um período de cessar-fogo e a assinatura de um acordo de paz preliminar. Em julho, no entanto, a guerra foi plenamente retomada com novas trocas de bombardeios entre EUA e Irã.

O governo Trump afirma que o objetivo da guerra contra o Irã é impedir que o país asiático obtenha uma arma nuclear.

Em março de 2025, os EUA realizaram ataques aéreos de precisão contra alvos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) no Iraque.

A investida, tida como parte de ações antiterrorismo fomentadas pelo governo Trump, resultou na morte de Abu Khadijah, um dos líderes do EI e considerado um dos terroristas mais perigosos do mundo.

Segundo autoridades do governo Trump, os ataques foram realizados com ajuda de inteligência iraquiana.

Estados Unidos bombardeiam Estado islâmico na Nigéria

Estados Unidos bombardeiam Estado islâmico na Nigéria

Em maio de 2026, Trump anunciou que uma operação militar conjunta —separada dos bombardeios de meses antes— entre forças especiais dos EUA e o Exército nigeriano resultou na morte do novo número 2 do Estado Islâmico, Abu-Bilal al-Minuki.

Menino tenta subir em um projétil iraniano não detonado que caiu em um campo aberto nos arredores de Qamishli, no leste da Síria, na quarta-feira, 4 de março de 2026. — Foto: Baderkhan Ahmad/AP

Menino tenta subir em um projétil iraniano não detonado que caiu em um campo aberto nos arredores de Qamishli, no leste da Síria, na quarta-feira, 4 de março de 2026. — Foto: Baderkhan Ahmad/AP

Os EUA realizaram bombardeios contra a Síria em diversas ocasiões desde 2025, também no âmbito da investida antiterrorismo do governo Trump.

“Não é o início de uma guerra, é uma declaração de vingança”, disse à época o secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth.

O governo Trump também atacou a Somália sob o pretexto de operações antiterrorismo, que se intensificaram a partir de fevereiro de 2025.

Desde fevereiro de 2025, os EUA realizaram cerca de 200 ataques em território somali contra membros dos grupos terroristas Al-Shabaab, Al-Qaeda e o braço do EI no país, segundo o think tank norte-americana New America.

Esses bombardeios contra terroristas na Somália não são uma novidade, é praxe entre os presidentes norte-americanos desde a década de 1990, ainda no governo de George Bush.

Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump. — Foto: REUTERS

Nicolás Maduro a bordo do navio USS Iwo Jima, em foto compartilhada por Trump. — Foto: REUTERS

A ação militar dos EUA na Venezuela talvez tenha sido a mais célebre do governo Trump. Em uma operação noturna e rápida, as forças norte-americanas entraram em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

A operação envolveu bombardeios pontuais na capital venezuelana para dar apoio à equipe de extração, o que deixou mortos no país sul-americano.

Desde então, o governo Trump submeteu Caracas à sua gestão, e colocou Maduro e Cilia para julgamento por tráfico de drogas nos EUA. Eles estão presos em Nova York e serão julgados a partir de junho de 2027.