Navio de guerra russo dispara tiros de advertência contra iate no Canal da Mancha, dizem agências

Navio de guerra britânico segue fragata russa Almirante Grigorovich (ao fundo à esquerda). Foto sem localização e sem data. — Foto: Ministério da Defesa do Reino Unido/Marinha Real britânica/Handout via REUTERS

Navio de guerra britânico segue fragata russa Almirante Grigorovich (ao fundo à esquerda). Foto sem localização e sem data. — Foto: Ministério da Defesa do Reino Unido/Marinha Real britânica/Handout via REUTERS

Um navio de guerra russo fez “disparos de advertência” contra um iate no Canal da Mancha próximo a territoriais águas britânicas, denunciou o governo do Reino Unido a agências de notícias nesta terça-feira (16).

O iate está registrado sob bandeira britânica e o incidente ocorreu em águas internacionais próximas às águas britânicas quando a embarcação se aproximou do navio russo, disseram fontes do Ministério da Defesa britânico à Reuters e à AFP.

Segundo a Reuters, o navio envolvido no incidente é a fragata Admiral Grigorovich, da Marinha russa, que estava sendo monitorado pelo governo britânico há alguns dias.

O incidente teria ocorrido a cerca de 20 milhas náuticas (cerca de 37 km) ao sul da Ilha de Wight, no sul do Reino Unido, e o iate alegou que o navio russo fez os disparos a uma distância de cerca de 450 metros, disse a fonte da defesa britânica à Reuters.

Agora no g1

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Ainda não se sabia se o incidente havia deixado feridos até a última atualização desta reportagem.

O incidente ocorreu e aconteceu apenas dois dias após comandos britânico terem abordado e interceptado na região do Canal da Mancha um petroleiro suspeito de integrar a chamada “frota fantasma” russa —que transporta de forma ilegal o petróleo russo, alvo de sanções internacionais por conta da guerra da Ucrânia. Esta foi a primeira operação do tipo realizada pela Marinha do Reino Unido.

A fonte da Reuters disse ainda que o episódio desta terça não é visto como ligado a essa operação e está sendo tratado como um incidente isolado. O Ministério da Defesa britânico disse à AFP que está investigando o incidente.

Nem o governo britânico nem o russo haviam se manifestado de forma oficial até a última atualização desta reportagem.