Nobel de Economia: quem ganhou nos últimos anos e quais ideias renderam o prêmio

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos

Nobel de Economia de 2026 vai para dois americanos

O Nobel de Economia de 2026 foi concedido aos economistas Robert E. Hall e Michael Woodford, nesta segunda-feira (12), por seus estudos estabilização da economia. O prêmio é organizado Academia Real das Ciências da Suécia.

Os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia, como crises ou crescimento excessivo.

Uma de suas principais contribuições foi mostrar que, para manter a economia estável, é preciso levar em conta as decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de analisar apenas o funcionamento da economia de cima para baixo.

Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços.

Veja a seguir os vencedores dos últimos anos e suas contribuições para a economia.

Mokyr foi reconhecido por identificar as condições necessárias para o progresso econômico sustentado, ou seja, quando a economia cresce de forma contínua e estável, sem longos períodos de estagnação ou recessão.

Já Aghion e Howitt receberam o prêmio pela teoria do crescimento baseada na chamada “destruição criativa” — processo no qual inovações novas e melhores substituem as anteriores.

Os pesquisadores mostraram que as instituições ajudam a explicar essas diferenças: aquelas voltadas à exploração da população prejudicam o crescimento de longo prazo, enquanto as que garantem liberdades econômicas e o Estado de Direito favorecem a prosperidade.

Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026

Entenda os estudos dos economistas do Nobel de 2026

Os estudos da vencedora mostraram que parte da desigualdade salarial e de oportunidades entre homens e mulheres está ligada a decisões que elas precisam tomar ainda jovens, como as relacionadas à carreira e à maternidade, e que têm efeitos duradouros sobre sua vida profissional.

Eles desenvolveram modelos teóricos que explicam por que os bancos existem, como seu papel na sociedade os torna vulneráveis ​​a rumores sobre seu colapso iminente e como a sociedade pode diminuir essa vulnerabilidade.

Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo.

Os vencedores estudaram o funcionamento dos leilões e criaram novos formatos para vender bens e serviços difíceis de negociar pelos meios tradicionais, como frequências de rádio. Suas descobertas beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes em todo o mundo.

O trio foi premiado “por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, segundo o júri. Em comunicado, a Academia Real de Ciências da Suécia afirmou que os estudos dos vencedores e de pesquisadores que seguiram seus passos ampliaram significativamente a capacidade de combater a pobreza na prática.

Segundo os organizadores, os pesquisadores desenvolveram métodos para enfrentar questões urgentes, como conciliar a expansão da economia global com o bem-estar da população.

O Nobel de Economia de 2017 foi concedido a Richard Thaler (Estados Unidos) por suas contribuições para a economia comportamental, que considera a influência de fatores psicológicos e sociais nas decisões de consumidores e investidores.

Thaler desenvolveu a teoria da contabilidade mental, que explica como as pessoas simplificam suas escolhas financeiras. Seus estudos mostraram como as limitações da racionalidade, as preferências sociais e a falta de autocontrole afetam tanto as decisões individuais quanto os resultados do mercado financeiro.

Agora no g1

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Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize

Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford — Foto: Reprodução/Nobel Prize

Nobel de Economia 2026 foi para Robert E. Hall e Michael Woodford. — Foto: Reprodução/Nobel Prize

Nobel de Economia 2026 foi para Robert E. Hall e Michael Woodford. — Foto: Reprodução/Nobel Prize

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de “Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”, foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) – seus detratores zombam dele como um “falso Nobel” que representa economistas ortodoxos e liberais.