Primeira fábrica de carro voador no interior de SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano
Fábrica de carro voador em SP deve operar até 2028 e produzir até 480 aeronaves por ano
A fábrica do chamado carro voador da Eve Air Mobility em Taubaté, no interior de São Paulo, avançou para a etapa de implantação física e deve entrar em operação para a produção comercial do eVTOL até o fim de 2028.
A unidade deve começar com cerca de 300 trabalhadores e terá capacidade inicial para produzir até 120 aeronaves por ano.
Segundo a empresa, o projeto executivo da fábrica foi concluído e, agora, estão sendo realizadas as etapas necessárias para a implantação da primeira linha de produção, incluindo adequações na infraestrutura e a preparação para a instalação dos equipamentos.
Apesar do avanço, a Eve ainda não divulgou uma data específica para o início das obras. Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai fabricar seis protótipos dos eVTOLs, as aeronaves de pouso e decolagem vertical, nas instalações da Embraer, em São José dos Campos.
“Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, afirmou Antonio Carmesini, vice-presidente de industrialização, suprimentos e TI da Eve Air Mobility.
Essas aeronaves serão usadas nos testes e na campanha de certificação do eVTOL pela Anac – leia mais abaixo.
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Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. — Foto: Reprodução/Eve Air Mobility
Protótipo de carro voador e 3D do projeto da fábrica em Taubaté. — Foto: Reprodução/Eve Air Mobility
Produção de até 480 aeronaves
A primeira linha de produção terá capacidade instalada para até 120 aeronaves por ano. A empresa ressalta, no entanto, que esse número representa a capacidade da unidade e não significa que a produção chegará imediatamente a 120 aeronaves anuais.
O projeto da fábrica foi desenvolvido de forma modular. Com a instalação de novos módulos, a capacidade poderá chegar a até 480 aeronaves por ano.
“A expansão será feita em etapas, conforme a evolução do mercado e aumento da demanda”, explicou Carmesini.
A fábrica de Taubaté será dedicada à produção do Eve 100, modelo desenvolvido para operações de mobilidade aérea urbana e regional.
O eVTOL utiliza uma configuração chamada “lift-plus-cruise”, que combina oito propulsores para o voo vertical, asas fixas para o voo de cruzeiro e um propulsor traseiro. A aeronave terá capacidade para quatro passageiros e um piloto, com alcance de até 100 quilômetros.
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Cerca de 300 trabalhadores
A expectativa da Eve é começar a operação da fábrica com aproximadamente 300 pessoas. A quantidade de funcionários poderá aumentar gradualmente conforme a produção e a demanda pelo eVTOL avancem.
“A operação da Eve em Taubaté terá um papel importante na geração de empregos qualificados e no fortalecimento da cadeia aeroespacial e tecnológica da região”, afirmou o vice-presidente.
Segundo ele, as necessidades de contratação ainda estão sendo definidas conforme o desenvolvimento do veículo e o modelo de produção.
“Para o início serão cerca de 300 pessoas que irão para a fábrica de Taubaté”, disse.
A empresa ainda não detalhou quais cargos estarão entre as primeiras contratações.
Simulador digital mostra pouso e decolagem de carro voador em vertiporto. — Foto: Reprodução/VertiMob
Produção de protótipos começa antes em São José
Antes da produção comercial em Taubaté, a Eve vai avançar na fabricação de protótipos de certificação nas instalações da Embraer em São José dos Campos.
A previsão é produzir seis protótipos de conformidade, que serão utilizados na campanha de certificação da aeronave.
Segundo a Eve, essa etapa também servirá para testar os processos de produção que posteriormente serão implantados na fábrica de Taubaté.
“Nos próximos meses avançaremos na implantação da linha de produção dos protótipos de certificação dentro das instalações da Embraer em São José dos Campos, onde serão produzidos seis protótipos de conformidade que serão usados na campanha de certificação”, explicou Carmesini.
A empresa afirma que, paralelamente, continua trabalhando no detalhamento da linha de produção em série em Taubaté.
Certificação pela Anac
A produção comercial do eVTOL está diretamente ligada ao cronograma de desenvolvimento e à certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A expectativa da Eve é concluir o processo de certificação em 2028 e iniciar a operação comercial do eVTOL até o fim daquele ano.
“É importante diferenciar essa etapa da produção comercial das aeronaves em si. O início da operação comercial do eVTOL está atrelado ao nosso cronograma de desenvolvimento e à certificação pela Anac, prevista para 2028”, afirmou Carmesini.
A certificação é necessária para que a aeronave possa entrar em operação comercial.
Gif mostra primeiro voo de carro voador da Embraer — Foto: Reprodução
Integração com a Embraer
Embora a produção em série esteja planejada para Taubaté, a unidade fará parte do ecossistema da Eve e da Embraer, com uma atuação importante de São José dos Campos no desenvolvimento e na engenharia do programa.
A Eve também mantém um acordo com a Embraer para serviços de suporte à industrialização, incluindo o desenvolvimento de processos e procedimentos para a produção dos eVTOLs e para a operação da planta de Taubaté.
“Taubaté será nossa unidade de produção em série, enquanto São José dos Campos continuará tendo um papel relevante no desenvolvimento e na engenharia do programa”, disse Carmesini.
Investimento de US$ 88 milhões
A implantação da unidade conta com financiamento de US$ 88 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com a Eve, o recurso faz parte da estrutura de capital utilizada para avançar no desenvolvimento industrial do programa e apoiar a unidade de produção em Taubaté.
A empresa afirma que os investimentos para ampliar a capacidade da fábrica serão feitos de forma gradual, de acordo com a evolução do mercado.
“A instalação dos módulos adicionais será avaliada de acordo com a evolução do mercado e da demanda”, afirmou Carmesini.
A estratégia, segundo a empresa, é começar com uma capacidade de até 120 aeronaves por ano e ampliar a produção progressivamente, podendo chegar a 480 aeronaves anuais.


