Soldados de Israel são presos por usar cigarro para desrespeitar imagem da Virgem Maria no Líbano
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Soldado israelense coloca cigarro em uma imagem da Virgem Maria no Líbano — Foto: Redes sociais via REUTERS
Soldado israelense coloca cigarro em uma imagem da Virgem Maria no Líbano — Foto: Redes sociais via REUTERS
Dois soldados israelenses passarão semanas em prisão militar por desrespeito a um objeto religioso cristão no sul do Líbano, informaram as Forças de Defesa de Israel nesta segunda-feira (11). Um deles colocou um cigarro na boca de uma estátua da Virgem Maria, enquanto o outro registrou a cena em fotografia.
O Exército israelense informou que o soldado que aparece posando cumprirá 21 dias de prisão militar. O militar que fez a foto recebeu punição de 14 dias.
A imagem do militar, também com um cigarro na boca, viralizou nas redes sociais e provocou reação negativa. O caso é o mais recente envolvendo acusações de desrespeito a símbolos cristãos por forças israelenses no sul do Líbano, onde há ofensiva terrestre contra o Hezbollah.
As Forças Armadas afirmaram que tratam o caso “com grande seriedade” e que respeitam a liberdade religiosa, os locais sagrados e símbolos religiosos de todas as comunidades. A declaração foi publicada na rede social X pela porta-voz tenente-coronel Ariella Mazor.
O caso foi condenado por líderes estrangeiros, autoridades religiosas cristãs e políticos israelenses. Militares envolvidos também foram condenados à prisão.
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Forças israelenses assumiram o controle do sul do Líbano durante a atual guerra entre Israel e Hezbollah, iniciada em 2 de março, quando o grupo libanês apoiado pelo Irã lançou mísseis através da fronteira dois dias após o início da guerra entre EUA, Israel e Irã.
Tropas israelenses permanecem na região apesar de uma trégua que já dura vários dias.
Também nesta segunda-feira, o Exército israelense informou que um soldado que atuava como motorista morreu em combate perto da fronteira. É a 18ª morte registrada na área desde o início da guerra com o Irã.
Israel afirma que atinge apenas edifícios utilizados como bases pelo Hezbollah. A extensão da destruição preocupa autoridades e moradores libaneses, que temem que parte dos deslocados pela guerra não tenha para onde voltar caso a trégua seja mantida.
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