Xi defende ‘independência e autossuficiência’ da América Latina
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Presidente da China, Xi Jinping (à direita), recebe presidente do Equador, Daniel Noboa, em Pequim, na China, em 18 de agosto de 2026. — Foto: Andres Martinez Casares/Pool via REUTERS
Presidente da China, Xi Jinping (à direita), recebe presidente do Equador, Daniel Noboa, em Pequim, na China, em 18 de agosto de 2026. — Foto: Andres Martinez Casares/Pool via REUTERS
O presidente da China, Xi Jinping, defendeu nesta terça-feira (18) a “independência e autossuficiência” dos países latino-americanos durante um encontro com o presidente do Equador, Daniel Noboa, em Pequim, informaram meios de comunicação estatais.
Durante sua reunião no suntuoso Grande Salão do Povo, na capital chinesa, Xi disse a Noboa que os países latino-americanos deveriam poder defender a “independência e a autossuficiência”. Além disso, defendeu que realizem “cooperação externa com base em seus próprios interesses nacionais”.
“A China sustenta de forma consistente [a posição de] que não se deve minar o status da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, nem interromper o caminho de desenvolvimento e revitalização dos países da região”, declarou Xi, citado pela agência oficial de notícias Xinhua.
“Não se deve interferir em seu direito de escolher parceiros de maneira independente”, acrescentou o presidente chinês, que incentivou Pequim e Quito a “consolidar a confiança política mútua” e ampliar a cooperação em energia, mineração, infraestrutura e finanças.
Agora no g1
Noboa está em viagem oficial de uma semana na China, iniciada no domingo e com foco comercial. No plano político, no entanto, o líder equatoriano é um aliado firme do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina.
A fala de Xi vai de encontro à política aplicada pelo governo Trump à América Latina, que prega a expulsão da influência chinesa e russa no continente e uma dependência comercial dos países latino-americanos aoos EUA.
A China restabeleceu a licença de exportação de oito processadoras equatorianas de camarão, informou na segunda-feira a Câmara Nacional de Aquicultura do Equador em comunicado. Várias destas indústrias perderam a autorização sanitária para vender à China em 2025 e 2026. O camarão é um dos principais produtos de exportação do Equador, depois do petróleo, e a China é um de seus principais parceiros comerciais.


