Argentina reduz impostos sobre trigo e cevada para aliviar margens agrícolas apertadas, diz bolsa de grãos de Rosário
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O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
O presidente da Argentina, Javier Milei, em 2 de abril de 2026 — Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
O corte planejado pela Argentina nos impostos de exportação sobre o trigo e a cevada dará aos agricultores algum alívio ao tomarem as decisões finais de plantio para a temporada 2026/27, informou a bolsa de grãos de Rosário nesta sexta-feira (22), depois que o presidente Javier Milei anunciou as medidas um dia antes.
O governo disse que a taxa de imposto sobre ambas as culturas cairá de 7,5% para 5,5% a partir de junho.
A bolsa de Rosário estimou que a medida elevaria os preços de compra do trigo em cerca de 2,2% a 2,3%, ou aproximadamente US$4,8 a US$4,9 por tonelada métrica, ajudando a compensar os custos mais altos de combustível, fertilizantes e frete que atingiram as margens dos produtores.
A medida ocorre no momento em que começa o plantio dos grãos de inverno da Argentina. Em meados de maio, dados oficiais mostravam que a semeadura de trigo estava em andamento em Entre Rios, Tucumán, Catamarca e Santiago del Estero, enquanto o plantio de cevada havia avançado em partes de Buenos Aires e outras áreas.
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Milei disse na quinta-feira que os impostos sobre a exportação de soja também poderiam ser reduzidos gradualmente a partir de janeiro de 2027.
A Argentina é um grande exportador global de trigo e o maior exportador mundial de produtos processados de soja.


