mercado

mercado

BRB e gestora de fundos cancelam venda de até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master

Prédio-sede do BRB em Brasília
Jornal Nacional/ Reprodução
O Banco de Brasília (BRB) e a gestora de ativos Quadra Capital cancelaram as negociações iniciadas em abril com a intenção de estruturar um fundo de investimento voltado à transferência de ativos, hoje no BRB, originados de operações com o Banco Master.
A operação, se fosse concluída, podia transferir até R$ 15 bilhões – parte transferida à vista, parte convertida em cotas de um fundo que seria criado para administrar e monetizar os arquivos.
Em nota, o BRB informou que as tratativas “foram encerradas, de forma consensual, após o término do período de negociações previsto entre as partes”. Relembre no vídeo abaixo o que previa essa negociação, agora anulada:
BRB anuncia acordo para vender R$ 15 em ativos do Master “A decisão pela descontinuidade das negociações resultou de divergências em relação aos parâmetros econômicos e financeiros considerados adequados pelo Banco…

mercado

Rede social de Trump é criticada após anunciar acesso antecipado de publicações para bancos

Donald Trump, presidente dos EUA, segura cópia impressa de uma de suas publicações na Truth Social, em 8 de julho de 2026
AFP/Saul Loeb
A Truth Social, rede social de Donald Trump, revelou na quinta-feira (16) um serviço pago que dará a bancos e corretoras acesso prioritário a publicações de contas influentes. O presidente americano é dono da conta mais importante da plataforma.
Batizado de “Truth API”, o serviço ficará disponível em 1º de agosto. Com ele, clientes receberão mais rapidamente publicações de 10 contas na rede social que costumam impactar os mercados globais. O Trump Media & Technology Group, que controla a plataforma, chegou a discutir a possibilidade de cobrar US$ 100 mil por mês pelo acesso, informou a Reuters. Ainda segundo a agência, a empresa ofereceu um plano de US$ 60 mil por mês para contratos de três anos de duração.
A medida seria o…

mercado

Alckmin diz que empresas afetadas pelo tarifaço terão ajuda e reciprocidade contra EUA será usada em ‘momento adequado’

Governo classifica tarifaço dos EUA como ‘marco lastimável’ e diz que vai acionar Lei de Reciprocidade
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo federal terá um programa para ajudar empresas prejudicadas com a nova taxa de 25% que o governo dos Estados Unidos anunciou sobre produtos brasileiros. “O presidente, o governo do presidente Lula trabalha para apoiar quem trabalha aqui dentro. Quem ajuda o Brasil a crescer e a nossa economia. Então o governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, disse Alckmin. Alckmin disse ainda que o governo brasileiro avaliará usar a Lei da Reciprocidade, mecanismo de defesa comercial que autoriza o governo brasileiro a adotar contramedidas contra países que impõem tarifas, barreiras ou restrições abusivas a produtos e interesses do Brasil. “Destacar que nós temos uma lei que é…

mercado

Tarifaço: ministro diz que 18% das exportações brasileiras aos EUA, que correspondem a US$ 7,4 bilhões, serão afetadas

O ministro Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) afirmou nesta quinta-feira (16) que 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos serão afetadas com o novo tarifaço imposto pelo governo Donald Trump contra produtos do Brasil.
De acordo com Rosa, o percentual tem como referência as exportações do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e corresponde a US$ 7,4 bilhões na balança comercial entre os dois países. “Queria destacar que nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações para os Estados Unidos atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões. Isso levando em conta o ano de 2024, antes, portanto, do início do tarifaço”, afirmou.
Segundo Márcio Elias Rosa, se for considerado o ano de 2025, a participação dos setores atingidos nas exportações cai para 15%, ou US$ 5,8 bilhões.
O ministro lembrou que o novo tarifaço entra em vigor no próximo dia…

mercado

Tarifaço: ministro do Meio Ambiente diz que argumentos dos EUA para justificar novas taxas são ‘absolutamente improcedentes’

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quinta-feira (16) que os argumentos sobre desmatamento no Brasil utilizados pelos Estados Unidos como justificativa para o novo tarifaço contra produtos brasileiros são “absolutamente improcedentes”. “Os argumentos utilizados pelo governo norte-americano para justificar as tarifas são absolutamente improcedentes, não tem nenhum fundamento técnico, não está baseado em nenhuma informação comprovável”, afirmou Capobianco.
O ministro afirmou que toda a madeira exportada pelo Brasil é certificada e passa por um sistema rigoroso de fiscalização. “Apareceram com uma nova informação. Essa ainda mais falsa. Qual é a nova informação? De que o Brasil estaria desmatando ilegalmente e inundando o mercado internacional com madeiras de origem ilegal prejudicando diretamente a participação das empresas norte-americanas no mercado. Isso é absolutamente inverídico”, disse Capobianco. “O sistema de exportação de madeira é hoje um dos mais rigorosos de todo o sistema…

mercado

Qual o impacto do tarifaço de Trump no Brasil? ‘Deve ser restrito’ e mostra ‘limites do protecionismo americano’, diz economista

Donald Trump e Lula
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/Via BBC
A tarifa de 25% contra produtos brasileiros, anunciada pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (15/07), deve ter impacto restrito diante da extensa lista de itens isentos divulgada, afirma a economista e pesquisadora do PIIE (Instituto Peterson de Economia Internacional, nos EUA), Monica de Bolle.
Ainda segundo a especialista brasileira, o cenário revela os limites do protecionismo e da margem de manobra de Donald Trump no mundo globalizado de hoje, que são muito menores do que o presidente americano faz parecer em suas ameaças. “Apesar de aparentemente não quererem mais isso, os Estados Unidos são uma economia muito integrada com o resto do mundo”, disse De Bolle em entrevista à BBC News Brasil. “Por essa razão, o leverage [termo para alavancagem, usado em referência a poder ou influência] que os Estados Unidos tem é muito menor…

mercado

PIX: Galípolo defende meio de pagamento alvo de contestação dos EUA; ‘gratuito’, ‘seguro’ e ‘instantâneo’

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (16)
Júlio César Silva/MDIC
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, defendeu nesta quinta-feira (16) o PIX como um meio de pagamento “gratuito”, “seguro” e “instantâneo”, com enorme potencial de inclusão financeira para a população brasileira. Ao lado de ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Galípolo participou de coletiva à imprensa convocada para rebater os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para nova ofensiva tarifária ao Brasil. Na madrugada desta quinta, o governo de Donald Trump confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês).
Na investigação comercial, o governo americano acusa o Brasil de adotar práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA,…

mercado

Setor de açúcar e etanol reage a tarifa dos EUA e diz que medida de Trump ignora realidade do mercado

Mauro Vieira diz que novas tarifas dos EUA não têm justificativa e lastro com realidade: ‘Motivação política’
Os produtores brasileiros de etanol e açúcar lamentaram, nesta quinta-feira (16), a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Para o setor, a medida representa um retrocesso na relação comercial entre os dois países.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), os Estados Unidos compraram 253 milhões de litros de etanol brasileiro em 2025, em um total de US$ 163 milhões (R$ 832,93 milhões). Com isso, o país foi o segundo principal destino das exportações do combustível, atrás apenas da Coreia do Sul.
No caso do açúcar, os EUA importaram 420 mil toneladas do produto brasileiro em 2025. O volume, porém, ficou bem abaixo das 1,12 milhão de toneladas embarcadas em 2024.
Em nota, a Unica afirmou que…

mercado

Tarifaço: Durigan diz que Brasil vai preservar soberania financeira e geológica ‘sem viralatice’ e que país segue aberto a negociações

EUA confirmam nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil vai preservar a soberania financeira e geológica “sem viralatice” e que o governo seguirá aberto à diplomacia e a negociações. “A gente vai seguir protegendo o Pix, como disse o presidente [do Banco Central] Gabriel Galípolo, o maior símbolo da nossa soberania financeira. Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem viralatice e nós seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida”, disse Durigan.
A declaração acontece um dia após os Estados Unidos confirmarem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Júlio César Silva/MDIC
O ministro da Fazenda afirmou ainda que com as novas tarifas, alguns setores podem ser…

mercado

Antes da nova tarifa, Brasil já havia perdido R$ 13,2 bilhões em exportações para os EUA, diz CNI

EUA oficializam tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) confirmou nesta quinta-feira (15) a imposição de uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras, a partir do dia 22 de julho. Apesar de mais uma barreira comercial entre os países, o Brasil e os EUA já conviviam com um cenário tarifário fragmentado, que levou à perda de R$ 13,28 bilhões em exportações para os EUA em 2025.
Desde o ano passado, as cobranças são divididas em três grupos:
46% não pagam sobretaxas adicionais; 25% estão sujeitos a uma tarifa geral de 10%; e 29%, principalmente produtos de aço, alumínio e cobre, já enfrentam tarifas específicas de até 50% pela Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, como consequência das tarifas que já estavam…