Em último encontro, Trump diz que reunião foi positiva, e Xi fala em relação baseada na reciprocidade

Donald Trump oferece cerimônia do chá para Xi Jinping na Casa Branca — Foto: Evan Vucci/Reuters

Donald Trump oferece cerimônia do chá para Xi Jinping na Casa Branca — Foto: Evan Vucci/Reuters

O presidente da China, Xi Jinping, disse nesta sexta-feira (25) que a relação entre seu país e os Estados Unidos continuará baseada na reciprocidade.

➡️ O líder chinês voltou a se reunir nesta sexta com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seu maior rival geopolítico, em seu último dia de uma visita em Washington marcada pela tentativa de abrandar as tensões entre as duas maiores economias mundiais.

Após uma reunião bilateral na quinta-feira (24), Trump voltou a receber líder chinês nesta manhã na Casa Branca para uma cerimônia do chá, rito tradicional chinês. Na cerimônia, os dois mantiveram o tom amigável. Xi Jinping disse que a reunião com o norte-americano trouxe “novos conteúdos” para a relação entre os dois países, que, afirmou, seguirá baseada “no respeito, na justiça e na reciprocidade”.

“O presidente e eu somos como duas pessoas traçando a rota para o grande navio das relações entre a China e os Estados Unidos. (…) (Trump e eu) concordamos em agregar novo conteúdo a essa relação — uma relação construtiva e de estabilidade estratégica baseada no respeito, na justiça e na reciprocidade. Assim, percebe-se que as perspectivas para essa relação se tornarão ainda mais brilhantes”, declarou o líder chinês.

👉 No ano passado, durante a guerra tarifária entre EUA e China, agora pausada, o governo de Xi Jinping aplicou a reciprocidade e anunciou aumentos de tarifas todas as vezes que o norte-americano fez o mesmo.

Trump repetiu na cerimônia que o encontro entre os dois foi “muito positivo”. Mais cedo, Trump disse que a reunião bilateral foi “muito produtiva” e que “coisas tremendas acontecerão”, mas não deu detalhes sobre o encontro. A agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que ambos conversaram sobre Taiwan, o que angariou críticas por parte do governo taiwanês.

Os dois ainda visitarão o Arquivo Nacional de Washington, acompanhados das primeiras-damas. Depois, Xi embarca de volta para Pequim.

👉 Xi Jinping não falará na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece nesta semana também nos Estados Unidos. Especialistas avaliam que ele prefere tratar diretamente com outros líderes por meio de reuniões bilaterais.

Trump e Melania recebem Xi Jinping e esposa na Casa Branca. — Foto: Evan Vucci/Reuters

Trump e Melania recebem Xi Jinping e esposa na Casa Branca. — Foto: Evan Vucci/Reuters

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‘Futuro comum’

Na quinta-feira (24), os dois líderes sinalizaram que pretendem cooperar para um “futuro comum”.

Xi Jinping reconheceu a rivalidade entre as duas principais potências econômicas mundiais, mas pediu que os dois países evitem um confronto.

“A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si”, afirmou o líder chinês, recepcionado com pompa por Trump durante a visita de dois dias que faz ao país rival.

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Após ser recebido com tapete vermelho em sua chegada aos EUA, na quarta-feira (23), Xi Jinping ganhou uma cerimônia inteira na Casa Branca — protocolo reservado a poucos líderes mundiais.

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Mais tarde, o líder chinês será homenageado com uma recepção e um jantar oferecidos pelo governo Trump, ambos também na Casa Branca.

Em discurso em cerimônia dentro da Casa Branca, Trump repetiu que mantém “uma verdadeira amizade” com seu rival, “baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo”.

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Já Xi Jinping, que se referiu à relação com o homólogo apenas como uma relação de respeito, falou ter vontade de “se entender melhor” com os EUA e disse que os dois países, embora rivais, devem evitar ao máximo um conflito.

O presidente chinês se disse pronto para, junto de Trump, “conduzir o gigantesco navio das relações sino-americanas” em uma rota firme rumo ao futuro. “Os interesses da China e dos Estados Unidos estão profundamente entrelaçados, e há muito espaço para trabalharmos juntos”.

“A China e os Estados Unidos, como duas grandes nações, assumem a responsabilidade histórica de promover o desenvolvimento e o progresso humanos”, disse Xi.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e primeira-dama Melania recebem Xi Jinping e primeira-dama chinesa na Casa Branca em 24 de setembro de 2026. — Foto: REUTERS/Evan Vucci

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O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de setembro de 2026 — Foto: Evan Vucci/Reuters

O presidente dos EUA, Donald Trump, ouve o discurso do presidente chinês, Xi Jinping, na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 24 de setembro de 2026 — Foto: Evan Vucci/Reuters

Sobre a inteligência artificial, que Trump disse que seria o tema central da reunião entre os dois, Xi indicou ter preocupação em regular o avanço da tecnologia — o norte-americano, pelo contrário, tem feito apelos para o avanço rápido da IA nas últimas semanas, com o argumento de não perder a corrida tecnológica para Pequim.

“Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem e garantir que o desenvolvimento da IA ​​permaneça sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas”, disse o líder chinês.

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