IA avançada pode representar um ‘risco existencial para a humanidade’, alerta ONU
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Volker Türk, alto comissário da ONU para os direitos humanos, em foto de 9 de setembro de 2024 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Volker Türk, alto comissário da ONU para os direitos humanos, em foto de 9 de setembro de 2024 — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
O Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos alertou nesta segunda-feira (7) para a necessidade de criar rapidamente mecanismos de governança para a inteligência artificial. Segundo ele, a IA avançada pode “representar um risco existencial para a humanidade”.
“Uma IA que escapa de seu ambiente de teste ou que chantageia os desenvolvedores para evitar ser desativada é uma IA muito poderosa”, declarou o Alto Comissário, Volker Türk, na abertura do 63º período de sessões do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.
Ele pediu uma ação “antes que seja tarde demais”.
Türk lamentou que “um punhado de homens tenha um poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter uma capacidade de computação inimaginável”.
“Eles falam de liberdade, mas, quando observamos mais de perto, isso acaba sendo pouco mais do que a liberdade de explorar nossos dados”, denunciou.
A IA que engana os humanos já é uma realidade. Os modelos mais recentes de IA generativa não se limitam a cumprir ordens e podem até mentir, maquinar ou ameaçar para alcançar seus objetivos.
Os incidentes envolvendo agentes que ultrapassam suas prerrogativas para cumprir a missão que lhes foi confiada aumentaram nos últimos meses. A Anthropic e a chinesa Alibaba registraram casos semelhantes.
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Os episódios preocupam pesquisadores, diante das crescentes dificuldades para monitorar modelos cada vez mais poderosos.
Volker Türk disse que enviará em breve cartas às empresas do setor “para exigir que adotem medidas (…) para reduzir os riscos desde já”.
“No mínimo, precisamos que os países que abrigam a IA e os que participam de suas cadeias de suprimentos concordem com linhas vermelhas comuns”, destacou.
“Precisamos de uma verificação independente e de uma cooperação muito mais estreita em relação à segurança dentro da indústria”, acrescentou.
Também pediu que sejam consideradas “as repercussões da IA nas práticas trabalhistas, nos princípios fundamentais da democracia e em nosso meio ambiente”.
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