Trump diz que dará chance ao Irã e que não tem pressa nas negociações para dar fim à guerra
Guerra no Irã derruba popularidade de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que “dará uma chance” ao Irã e que não tem pressa nas negociações para encerrar definitivamente a guerra.
A declaração foi dada após ele ser questionado por uma jornalista sobre o Estreito de Ormuz e a sua expectativa para o fim do confronto ao embarcar para um compromisso oficial em Connecticut. Trump declarou que atingir os objetivos da missão é mais importante do que estabelecer um cronograma para sua conclusão.
“Vamos dar essa chance, não tenho pressa. Todo mundo fica dizendo: ‘Ah, as eleições de meio de mandato’. Não tenho pressa”, falou.
Mais tarde, já durante seu discurso na formatura da Academia da Guarda Costeira dos EUA, ele voltou a falar sobre o Irã, disse que não irá ceder e que as tropas iranianas foram destruídas :
“Acabou tudo. A marinha deles acabou. A força aérea deles acabou. Quase tudo. A única questão é: vamos lá e terminamos o serviço? Eles vão assinar algum documento? Vamos ver o que acontece. Talvez tenhamos que atingir o Irã com ainda mais força, mas talvez não”.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/F/V/jVRAKuQGAjUSrbHn6OcQ/ap26140509675098.jpg)
Donald Trump — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin
Donald Trump — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin
Pouco antes, em mensagem de áudio divulgada em sua conta no Telegram, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, disse que o Irã não irá se render aos Estados Unidos, apesar da crescente pressão econômica.
Qalibaf, que também é um dos principais negociadores de Teerã, disse que as Forças Armadas do país aproveitaram o cessar-fogo da guerra para se reconstruir e que os movimentos “óbvios e ocultos” do governo Trump demonstram que Washington busca uma nova rodada de confrontos.
Trump sofreu derrota no Congresso e tem baixo índice de aprovação
Nesta terça-feira (19), uma nova pesquisa Reuters/Ipsos apontou que a taxa de aprovação do presidente dos EUA caiu para quase o seu nível mais baixo desde que ele retornou à Casa Branca: apenas 35% aprovam seu desempenho.
LEIA TAMBÉM




