Trump diz que EUA e Cuba vão chegar a um acordo e descarta ação militar na ilha
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O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao sair da Casa Branca, no gramado sul, em Washington, DC, EUA, em 26 de setembro de 2026. — Foto: Annabelle Gordon/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com a imprensa ao sair da Casa Branca, no gramado sul, em Washington, DC, EUA, em 26 de setembro de 2026. — Foto: Annabelle Gordon/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que Washington e Havana devem chegar a um acordo e que não vê necessidade de uma intervenção militar no país caribenho. As declarações foram dadas a jornalistas na Casa Branca, antes de uma viagem ao Tennessee.
“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas”, disse.
“Queremos ajudar Cuba “, acrescentou Trump antes de partir para o Tennessee. “Queremos abrir Cuba para o nosso povo.”
A fala ocorre em meio a uma escalada de pressão do governo americano sobre a ilha. Desde o início do ano, os EUA mantêm um bloqueio de petróleo contra Cuba, agravando a escassez de combustível e os apagões que já afetam o país por causa da infraestrutura precária.
Comitiva de Cuba se retira da Assembleia Geral da ONU durante discurso de Trump
O governo Trump tem sido explícito sobre seu objetivo de provocar uma mudança de regime em Havana, pressão que se intensificou após a operação militar americana que depôs o presidente venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.
Já neste sábado (26), o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, respondeu na própria ONU, sem citar Trump diretamente, dizendo que Cuba “estará sempre aberta ao diálogo” com os Estados Unidos.
“Estamos abertos a relações comerciais e empresariais com empresas americanas, assim como com qualquer outro país”, declarou, ao mesmo tempo em que condenou o embargo comercial imposto por Washington há mais de 60 anos.
O tema também entrou no discurso do chanceler russo, Sergey Lavrov, que pediu aos Estados Unidos o fim do “cerco” a Cuba e das restrições comerciais contra a ilha.

